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Bálcãs enfrentam excesso de refugiados após fechamento de divisa húngara

19/10/2015 12:52 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Jeff J Mitchell via Getty Images
TRNOVEC, CROATIA - OCTOBER 19: Migrants wait in the rain at the Trnovec border crossing with Slovenia as restrictions on movements have produced bottlenecks on Croatia's borders, on October 19, 2015 in Trnovec ,Croatia. Slovenian authorities closed the border after reaching their daily quota, leaving over 1000 migrants stranded as hundreds more continue to arrive. (Photo by Jeff J Mitchell/Getty Images)

Os Bálcãs se viram nesta segunda-feira às voltas com um excedente de milhares de refugiados esperando em fronteiras sob o frio e chuva desde que a Hungria fechou a divisa do sul e desviou os refugiados para a Eslovênia.

Esta, por sua vez, impôs um limite diário de 2.500 pessoas, obrigando a Croácia, membro da União Europeia assim como a própria Eslovênia, a também limitar os recém-chegados da Sérvia, que o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) disse estar abrigando mais de 10 mil imigrantes nesta segunda-feira – e há mais a caminho.

“É como um enorme rio de pessoas, e se você detém o fluxo terá alagamentos em algum lugar. É o que está acontecendo agora”, alertou Melita Sunjic, porta-voz do Acnur, da fronteira servo-croata, onde cerca de duas mil pessoas estão sem rumo e em condições desesperadoras que só pioram.

Grupos de imigrantes se enfrentaram de manhã, disseram assistentes sociais, após uma noite passada ao relento e expostos ao vento e à chuva do outono. “Abram o portão, abram o portão!”, exclamavam diante da barreira de policiais croatas, que nesta segunda-feira (19) erigiram uma cerca improvisada para controlar o acesso.

A Eslovênia se viu envolvida na maior imigração na Europa desde a Segunda Guerra Mundial depois que a Hungria lacrou sua divisa com a Croácia para a passagem dos refugiados na sexta-feira (16).

País de dois milhões de pessoas que faz fronteira com Hungria, Itália, Áustria e Croácia, a Eslovênia declarou que só irá permitir a entrada de pessoas que consegue registrar, acomodar e encaminhar para a Áustria, que afirma ter limitado sua própria cota – algo que Viena negou. A maioria dos refugiados quer chegar à Alemanha, que até o momento está acolhendo a todos.

O que inicialmente pareceu uma resposta tranquila e bem coordenada das ex-repúblicas iugoslavas Eslovênia e Croácia rapidamente se deteriorou e se tornou o tipo de discórdia que caracterizou a reação europeia às centenas de milhares de pessoas que têm chegado às suas praias de barco pelos mares Mediterrâneo e Egeu, a maioria sírios fugindo da guerra civil.

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