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Refugiado afegão é morto a tiro quando tentava atravessar fronteira da Bulgária

16/10/2015 09:29 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
NIKOLAY DOYCHINOV via Getty Images
Bulgarian border police officers observe the area near the town of Sredets where an Afghan migrant was shot dead on October 16, 2015. Bulgarian border guards shot dead an Afghan migrant, authorities confirmed on October 16 after the EU and Turkey struck a deal aimed at stemming a huge influx of refugees into the bloc. The killing late on October 16 which police said was accidental was the first of its kind in Europe's worst refugee crisis since World War II, the UN refugee agency said. AFP PHOTO / NIKOLAY DOYCHINOV (Photo credit should read NIKOLAY DOYCHINOV/AFP/Getty Images)

Um migrante afegão foi atingido por tiro quando tentava atravessar a fronteira entre a Bulgária e a Turquia na noite dessa quinta-feira (15). Ele morreu a caminho do hospital, segundo o Ministério do Interior búlgaro.

“Um grande grupo de migrantes ilegais tentou entrar na Bulgária através da fronteira com a Turquia. Um homem levou um tiro durante o incidente e acabou por morrer quando estava sendo transportado para o hospital”, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior em declarações à agência de notícias francesa AFP.

De acordo com informações do jornal Independent, o homem fazia parte de um grupo de 50 pessoas que enfrentaram policiais que patrulhavam a fronteira.

"Eles resistiram à prisão. Um dos policiais atirou como forma de advertência e, de acordo com seu depoimento, um dos migrantes foi atingido por um ricocheteio e morreu mais tarde".

O incidente aconteceu perto da fronteira no Sudoeste da Bulgária, próximo à cidade de Sredets, acrescentou a fonte citada pela AFP. O resto dos homens, com idades entre 20 e 30 anos não ficaram feridos, e foram presos.

De acordo com o Guardian, esse é o primeiro incidente grave registrado na Bulgária, país que não faz parte da zona Schengen (que garante a livre circulação de pessoas entre os países) e que se tornou um ponto de passagem para milhares de refugiados que cruzam a Europa tentando chegar, principalmente, na Alemanha.

Diante da morte do refugiado, o primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borisov, deixou a cúpula que discutia a crise dos refugiados em Bruxelas e voltou ao seu país.

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