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Ex-chefe do DOI-Codi na ditadura, coronel Ustra morre aos 83 anos em Brasília

15/10/2015 11:27 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Estadão Conteúdo

O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, de 83 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (15), em Brasília (DF). Ele estava internado no Hospital Santa Helena fazendo quimioterapia contra um câncer e estava com baixa imunidade.

Entre 1970 e 1974, Ustra foi chefe do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), de São Paulo, órgão utilizado para reprimir manifestações políticas contrárias à ditadura militar.

Em mais de uma ação do Ministério Público Federal (MPF), Ustra é acusado de crimes durante o regime militar, como sequestro e tortura. Entretanto, nenhum chegou a uma condenação final por conta da Lei da Anistia, de 1979.

Ouvido pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), em 2013, Ustra negou ter cometido qualquer crime, uma vez que “combatia o terrorismo” no Brasil, seguindo “ordens superiores”. A audiência foi cercada de tensões e o coronel se recusou a responder algumas perguntas ou participar de acareações com ex-torturados no DOI-Codi.

A família ainda não decidiu onde Ustra será velado e enterrado. O Exército deve soltar nota ainda nesta quinta-feira comunicando a morte.

Nas redes sociais, as opiniões sobre a morte de Ustra não esqueceram o seu passado.

(Com Estadão Conteúdo)

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