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15/10/2015 21:27 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Apoio à cassação de Cunha gera racha no PT

Montagem/Estadão Conteúdo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), motivou um racha dentro do Partido dos Trabalhadores. Integrantes da bancada da legenda na Câmara querem que o partido se posicione a favor da queda do peemedebista, entretanto, uma ala de dirigentes mais próxima ao governo aposta no silêncio para diminuir a tensão entre Planalto e Congresso.

De acordo com a Folha de S.Paulo, um dos líderes desse movimento pró-silêncio é o ex-presidente Lula. Ele esteve em Brasília na quinta-feira (15), se reuniu com correligionários, com a presidente Dilma Rousseff e com ministros.

A preocupação do ex-presidente é que uma rebelião do partido contra Cunha dê combustível para o peemedebista investir no impeachment de Dilma. Ao Brasil Post, um parlamentar petista disse que o partido não se posicionaria oficialmente contra o desafeto do Planalto exatamente para não aumentar a tensão com o governo.

“Ele é do partido do vice-presidente, da nossa chapa. Mesmo que a gente não concorde, não fica bem e pode fazer com que ele se volte ainda mais contra o governo.”

Petistas da Câmara, porém, alegam que há pressão popular para que eles se posicionem. Dos 62 deputados da sigla, 32 se posicionaram a favor da representação contra o peemedebista no Conselho de Ética.

Por outro lado, interlocutores do Planalto acreditam que o presidente da Câmara não precisa de um empurrão do PT para cair. “Quando tiver pressão popular, não tem aliado ao Cunha que resista. Com ou sem acordo, ele não resiste”, aposta.

Em nota, o ex-presidente negou que esteja participando de acordos para proteger Cunha. O texto diz que Lula "não participa nem estimula qualquer articulação para supostamente 'proteger' Cunha no Conselho de Ética”.

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