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Fosfoetanolamina 'não é remédio', diz USP sobre cápsula anticâncer

14/10/2015 17:13 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
enggul/Flickr
"Tamad" (Tagalog word for lazy) + suffix "itis" = AIDS (as if doing something) I'm looking for a pill to cure this but I'm not in the mood to work harder. Have a happy "hump day", friends!

A Universidade de São Paulo divulgou um comunicado aos pacientes de câncer que entraram na Justiça para conseguir cápsulas de fosfoetanolamina sintética.

Descoberta pelo professor de química aposentado Gilberto Chierice, a substância é proclamada por seus entusiastas como uma cura do câncer. Não há, porém, comprovação científica de que as cápsulas -- que não têm registro na Anvisa -- sejam efetivas no tratamento da doença.

No comunicado, a USP, que foi obrigada por decisão judicial a continuar distribuindo o composto, sugere que a cápsula é invenção de "exploradores oportunistas":

"É compreensível a angústia de pacientes e familiares acometidos de doença grave. Nessas situações, não é incomum o recurso a fórmulas mágicas, poções milagrosas ou abordagens inertes. Não raro essas condutas podem ser deletérias, levando o interessado a abandonar tratamentos que, de fato, podem ser efetivos ou trazer algum alívio. Nessas condições, pacientes e seus familiares aflitos se convertem em alvo fácil de exploradores oportunistas."

O comunicado também reforça que está a USP está sendo obrigada a distribuir a substância sem a necessidade de qualquer tipo de prescrição médica.

Além disso, não foi respeitada a exigência de que a entrega de medicamentos deve ser sempre feita de acordo com prescrição assinada por médico em pleno gozo de licença para a prática da medicina. Cabe ao médico assumir a responsabilidade legal, profissional e ética pela prescrição, pelo uso e efeitos colaterais – que, nesse caso, ainda não são conhecidos de forma conclusiva – e pelo acompanhamento do paciente.

Entenda

Apesar de não ter registro, fosfoetanolamina era distribuída gratuitamente na USP-São Carlos a pacientes, até que uma portaria do Instituto de Química proibiu a atividade.

Então, pacientes começaram a entrar com liminares para ter acesso à droga. A pedido da Universidade de São Paulo, o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a distribuição novamente, mas depois voltou atrás.

Agora, pacientes de todo o Brasil voltaram a procurar a universidade para obter a fosfoetanolamina.

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