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Comandante do Exército Eduardo Villas Bôas volta a descartar a intervenção militar no Brasil (VÍDEO)

14/10/2015 14:20 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

O comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, alertou que a atual situação política e econômica do País é preocupante, podendo descambar para uma crise social. A mensagem foi repassada em uma videoconferência na última sexta-feira (9), em reunião com temporários da reserva militar.

“Estamos vivendo uma situação extremamente difícil, crítica, uma crise de natureza política, econômica, de natureza ética muito séria, e uma preocupação que essa crise, se ela prosseguir, ela poderá se tornar uma crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade do País”, comentou, alertando que isso “diria respeito” às Forças Armadas.

Quer dizer que Villas Bôas apoia um retorno dos militares ao poder no Brasil? Nada disso. O general destacou que o País tem as suas instituições em funcionamento – ele usou as pedaladas fiscais da presidente Dilma Rousseff, apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), como exemplo disso – e a sociedade não precisa ser tutelada.

“É por meio delas (instituições) que a sociedade brasileira vai conduzir essa superação. O nosso País hoje possui um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a sociedade de ser tutelada e não são necessários atalhos nos caminhos para chegarmos a um bom termo”, explicou Villas Bôas, que já descartou em mais de uma ocasião a chance de uma intervenção militar.

Aos que acham que a tomada do poder pelos milicos é a resposta para a situação atual, o comandante do Exército deixou um recado final: “A sociedade tem que aprender com os seus erros e ela tem que desenvolver ferramentas e ter a consciência que cabe a ela solucionar esses problemas”, concluiu.

Em outro vídeo, este institucional, Villas Bôas reforçou que a união entre militares da ativa e da reserva, "com coesão", é a melhor contribuição que o Exército pode dar ao País na atualidade.

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