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Após declarações homofóbicas, recém-filiado ao PSol no Acre é barrado pelo partido (VÍDEO)

13/10/2015 11:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Montagem/Reprodução Facebook

O diretório estadual do PSol no Acre indeferiu o pedido de filiação de José Bibiano Queiroz, de 64 anos. Ele pretendia dirigir um diretório municipal da legenda em Cruzeiro do Sul (AC), que fica a 632 km da capital Rio Branco, e ser candidato a prefeito da cidade em 2016. O problema foram as suas declarações dissonantes quanto às bandeiras do partido.

“Hoje a religião está em primeiro lugar dentro do PSol. No Acre, esse grupo que tem essa tendência (LGBT), nós não estamos nem conversando com eles. Esse grupo está completamente isolado no PSol. Nós estamos encaminhando um pedido para que sejam excluídos do partido”, disse Bibiano, em entrevista à TV Juruá, afiliada do SBT no Acre.

E as declarações homofóbicas não pararam por aí. “Essas coisas que veem contrárias às escrituras, nós estamos eliminando. Nós queremos um partido em que a pessoa seja religiosa e que procure seguir pela palavra. A Bíblia diz em ‘Romanos capítulo 1 versículo 18’ diz que isso é condenável. Sou radical contra tudo que contraria a palavra de Deus”, comentou.

Presidenciável pelo PSol em 2014 e uma das lideranças nacional do partido, a ex-deputada Luciana Genro criticou as declarações, pedindo que o caso fosse apurado e, se fosse o caso, que Bibiano fosse expulso, “poupando-nos de mais constrangimento”, escreveu ela.

Fico satisfeita com a agilidade do partido em resolver este problema. A filiação deste cidadão ainda não havia sido homologada e não será. Mostramos que de verdade não tem lugar para homofóbicos no PSOL!

Posted by Luciana Genro on Terça, 6 de outubro de 2015


O diretório nacional do PSol também criticou a conduta do filiado. No Acre, o diretório estadual indeferiu a filiação de Bibiano. Segundo o presidente da legenda no Estado, Jamyr Rosas, a situação da sigla na cidade de Cruzeiro do Sul (AC) constava como “não-vigente” e Bibiano – que já foi filiado a PMDB, PDT, PSDB, PSDC e DEM – não tinha direito de falar em nome do PSol.

Em maio deste ano, o partido já havia expulsado o deputado federal Cabo Daciolo (RJ), outro a fazer declarações contrárias às bandeiras do PSol, defendendo policiais militares envolvidos em crimes e sugerindo projetos como a ‘PEC dos Apóstolos’, que alteraria um trecho da Constituição: ao invés do trecho atual “Todo o poder emana do povo”, o texto traria “Todo o poder emana de Deus”.

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