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Americano que matou o leão Cecil não será julgado

13/10/2015 16:45 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Daughter3/Flickr
Hwange National Park, Zimbabwe 2010 R.I.P. Cecil 2015

O governo do Zimbábue não solicitará a extradição do dentista americano que matou Cecil, o leão mais famoso do país africano, para julgá-lo por tê-lo abatido de forma ilegal no início de julho.

A ministra do Meio Ambiente, Oppah Muchinguri-Kashiri, explicou que o país não pedirá a extradição do caçador Walter Palmer porque seus papéis estavam "regulares" quando participou do safári no qual matou Cecil. "Os documentos estavam em ordem... O problema agora é interno", admitiu a ministra em declarações aos jornalistas em Harare, capital zimbabuana.

Palmer está livre para voltar ao Zimbábue "como turista", já que não será acusado da morte ilegal do popular leão Cecil.

O felino levava um colar com um dispositivo que lhe permitia ser rastreado via satélite por cientistas da Universidade de Oxford quando foi abatido, após ser atraído com uma presa para fora do parque nacional de Hwange, onde a caça não seria permitida.

A morte de Cecil, que deixou seis filhotes, causou consternação internacional e levou o governo zimbabuano a cogitar a extradição de Palmer, que vive em Minnesota, nos Estados Unidos, para ser julgado por caça ilegal.

O caçador zimbabuano que organizou a caçada de Cecil, Theo Bronkhorst, comparecerá ao tribunal na próxima quinta-feira (15) em Hwange, com a esperança que seu caso seja arquivado após a declaração da ministra nesta segunda-feira (12), informou a advogada de Bronhorst, Perpetua Dube.

"Poderia ter um impacto também em nosso caso. Se a caça de Palmer não foi ilegal, então deve entender-se que Bronkhorst não pode ter organizado uma caça ilegal", especificou Dube.

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