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Alemanha alerta para aumento exponencial de ataques contra refugiados

10/10/2015 09:22 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
ARIS MESSINIS via Getty Images
Refugees and migrants arrive at the Lesbos island after crossing the Aegean Sea from Turkey on October 8, 2015. Europe is grappling with its biggest migration challenge since World War II, with the main surge coming from civil war-torn Syria. AFP PHOTO / ARIS MESSINIS (Photo credit should read ARIS MESSINIS/AFP/Getty Images)

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, disse nesta sexta-feira (9) que em 2015 já ocorreram 490 ataques xenófobos contra centros de acolhimento para refugiados no país e alertou para um crescente aumento destas ações.

Em declarações a periódicos do grupo alemão Finke, o ministro disse estar preocupado pelo “radical aumento de agressões xenófobas contra os requerentes de asilo”, e sublinhou que dois terços dos suspeitos destes ataques são “cidadãos da região, que até ao momento não tinham cometido qualquer delito”.

Já o ministro da Justiça, Heiko Mass, considerou os dados um “amargo balanço”. “Este aumento é uma vergonha para o nosso país. Qualquer agressão xenófoba contra um albergue de refugiados é um ataque aos nossos valores fundamentais”, disse o ministro, antes de garantir que “não vai ceder terreno aos organizadores e autores reais destes atos".

“Todas as leis do Estado de direito devem ser aplicadas com toda a dureza contra quem comete um delito, contra quem ataca refugiados e voluntários”, advertiu.

O ministro do Interior sublinhou que os autores destes ataques, que incluem agressões físicas, tentativas de assassinato e incêndios provocados, devem entender que cometem “crimes inaceitáveis”. “É uma vergonha para a Alemanha”, reforçou Mass.

Na quinta-feira (8), durante uma visita a um centro de acolhimento em Passau, Sul da Alemanha, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, considerou que a crise dos refugiados vai se prolongar “durante anos” e disse que não alimenta “qualquer ilusão” sobre o assunto.

“Devemos dizer às pessoas que não é uma crise passageira, provisória, e que devemos viver durante muito tempo com este problema”, disse.

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