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Os movimentos de Dilma para conter crise política e evitar impeachment

09/10/2015 23:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian President Dilma Rousseff speaks during the inauguration ceremony of new ministers at the Planalto Palace in Brasilia on October 5, 2015. 10 new ministers were sworn in after the cabinet reshuffle to shore up support for Rousseff's troubled coalition government. AFP PHOTO/EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Os dez meses de crise do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, marcados pelas últimas quatro derrotas em dois dias, fez o governo lançar mão de novas estratégias para unificar a base de aliados e barrar a tramitação do impeachment.

Com o fracasso da reforma ministerial, anunciada na segunda-feira, o Planalto estendeu as negociações de distribuição de cargos por mais três dias. Os aliados, principalmente os que não se sentiram contemplados com a reforma, pressionaram o governo por mais espaço com o esvaziamento da sessão de apreciação dos vetos presidenciais.

A expectativa é que, agora, os ministros e integrantes do segundo escalão cobrem de seus correligionários apoio ao governo nas votações. Em entrevista coletiva na quinta-feira (8), o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse considerar que só agora a reforma foi concluída:

"Eu insisto que a complementação dessa reforma é a desobstrução desses acordos feitos com os parlamentares, para que sejam operacionalizados. O deputado diz que foi feito acordo e ele não foi cumprido, por isso não vai lá no plenário”.

O ministro também pediu atenção aos passos da oposição. O temor do governo é que, com a reprovação das contas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e a abertura do processo de impugnação da chapa de Dilma e de seu vice, Michel Temer, pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o impeachment avance no Congresso.

Além de atuar junto a base, o governo mudou a estratégia com relação ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Um dos primeiros movimentos de Jaques Wagner na Casa Civil foi se encontrar com o peemedebista para tentar uma reaproximação.

É Cunha quem decide sobre o encaminhamento dos pedidos de impedimento da presidente. Diferente da relação que tinha com o ex-ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante, Cunha sinalizou estar aberto para o diálogo com Wagner.

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