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Dólar acumula queda de 4,8% na semana e fecha a R$ 3,75

09/10/2015 17:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Bloomberg via Getty Images
A Brazilian twenty reais note and a U.S dollar bill are arranged for a photograph in London, U.K., on Wednesday, Feb. 23, 2011. Yields on Brazilian interest-rate futures contracts increased as investors stepped up wagers that policy makers will have to raise borrowing costs by a greater amount to tame inflation. Photographer: Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images

O dólar emplacou nesta sexta-feira, 9, mais um dia de baixa ante o real, sob influência direta do exterior. A perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) eleve os juros apenas em 2016, que ganhou corpo desde o último dia 2, continuou servindo de motivo para que, no Brasil, investidores reduzissem posições compradas na moeda americana.

O dólar à vista de balcão cedeu 1,55%, aos R$ 3,7510. Na semana, a divisa acumulou baixa de 4,87% e, no mês, recuo de 5,61%. Na máxima de hoje, às 10h28, a divisa marcou R$ 3,7740 (-0,94%) e, na mínima, vista às 12h11, 12h11, atingiu R$ 3,7240 (-2,26%). No mercado futuro, cujos negócios terminam apenas às 18 horas, a moeda para novembro (a mais líquida) caía nesta tarde 0,92%, aos R$ 3,7785.

O viés era claramente negativo para o dólar no início do dia, após a ata do último encontro do Fed, divulgada ontem, ter trazido indicações de que o aperto monetário nos EUA ficará para um futuro mais distante. Entre os fatores que levam os investidores a concluírem isso estão a projeção de inflação do Fed, indicando taxa inferior a 2% até o fim de 2018, e as preocupações com várias economias ao redor do mundo, incluindo Brasil e China.

Durante esta sexta-feira, dirigentes da instituição comentaram publicamente a questão da alta de juros nos EUA - que quando vier poderá atrair recursos que, atualmente, estão aplicados em países como o Brasil. E mais uma vez não ficou claro, pelos discursos, qual será a postura da instituição, embora a maior parte dos players tendam a esperar por um aumento de taxas apenas em 2016.

O presidente da regional de Chicago do Fed, Charles Evans, afirmou que o momento de elevação dos juros não é tão importante quanto o ritmo da ação. "A taxa de juros deveria ficar abaixo de 1% até o fim de 2016", afirmou. Segundo ele, a decisão do Fed será guiada pelos indicadores. "Quero ter mais confiança de que a inflação subirá antes de apoiar a elevação de juros", acrescentou.

Já o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, afirmou que, se a economia evoluir como esperado, "as taxas serão elevadas em 2015". "O Fed poderá aumentar as taxas de juros em sua reunião de política monetária em outubro", disse. Ao mesmo tempo, o titular do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, disse ser improvável a adoção de taxas negativas de juros no curto prazo.

Internamente, poucos fatores novos surgiram do cenário político, e nenhum deles serviu para prejudicar os negócios no câmbio. Mesmo porque, na sexta-feira a maior parte dos parlamentares já está longe de Brasília - ainda mais com um feriado na segunda-feira (Nossa Senhora Aparecida).

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