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08/10/2015 20:22 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Governo promete mais cargos para aliados em troca de fidelidade no Congresso

JOEL RODRIGUES/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

Após uma sucessão de derrotas, a presidente Dilma Rousseff convocou o novo ministério para uma reunião de emergência, na qual cobrou apoio e prometeu liberar mais cargos em troca de fidelidade no Congresso Nacional.

A aposta, agora, é que os ministros cobrem de seus correligionários retorno na hora das votações. A fatura será cobrada na análise das contas públicas de 2014, as quais foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União.

Além das contas, o governo contabiliza a criação da CPMF na pauta-bomba do Congresso.

Ministros do PMDB também prometeram reuniões semanais com as bancadas do partido na tentativa de unificar o bloco em torno do Planalto.

De acordo com o ministro da Casa Civl, Jaques Wagner - que esteve na reunião -, o governo considera que sua nova composição só foi finalmente fechada nesta quinta-feira (8), embora a reforma ministerial tenha sido oficializada na segunda-feira (5).

“Alguém acha que foi menos aquinhoado do que queriam e brotam mais insatisfeitos”, disse. Ele acrescentou ainda que acordos antigos foram operacionalizados para dar sustentação a base.

Segundo ele, o governo agora “tem mais condições de cobrar porque estamos saindo da reaglutinação da base, com a reforma e eu acho que agora cabe aos partidos cumprir a sua parte. Ser governo traz ônus e bônus. Há desgaste, mas há participação”.

Wagner afirmou ainda que, entre as tarefas dos novos ministro, está acompanhar os movimentos da oposição. Segundo ele, a presidente é “uma guerreira e opera muito bem nas dificuldades”.

TCU

O ministro reconheceu que o resultado do julgamento do TCU foi um golpe duro para o governo. Segundo ele, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, se prontificou a elaborar uma cartilha para os ministros afim de reforçar a argumentação do governo de que as pedaladas fiscais já foram feitas antes e que o Executivo não pode ser punido por este tipo de operação.

Impeachment

Wagner reforçou que não há embasamento jurídico que comprove que a rejeição das contas de um mandato anterior seja considerada para sustentar um pedido de impeachment.

“Não consigo olhar como prova um parecer que sequer foi votado. Acho muito difícil tornar isso elemento de prova até porque isso é pretérito ocorrido antes de janeiro de 2015."

O ministro disse estranhar a movimentação da oposição.

"É muito estranho que alguém coloque como objetivo de sua posição política chegar ao impeachment. As pessoas estão catando coisas para dar consistência artificial a um processo como esse."

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