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Alemanha gastará R$ 65 bilhões com refugiados entre 2015 e 2016

08/10/2015 14:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
ROBERT ATANASOVSKI via Getty Images
Migrants and refugees queue to enter a camp after crossing the Greek border into Macedonia near Gevgelija on October 8, 2015. Macedonia is a key transit country in the Balkans migration route into the EU, with thousands of asylum seekers and migrants - many of them from Syria, Afghanistan, Iraq and Somalia - entering the country every day. AFP PHOTO / ROBERT ATANASOVSKI (Photo credit should read ROBERT ATANASOVSKI/AFP/Getty Images)

A Alemanha gastará 15 bilhões de euros (cerca de R$ 65 bilhões), este ano e no próximo, para tratar dos refugiados, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (8) pelos principais institutos econômicos do país.

Os representantes desses institutos abordaram as implicações econômicas para a Alemanha da crise dos refugiados, ao apresentar, em entrevista em Berlim, o Diagnóstico Conjunto de outono.

Eles estimam que a chegada, em grande número, de pedidos de asilo à Alemanha – estimados em 900 mil em 2015, diante dos 800 mil previstos pelo governo – terá custo de 4 bilhões de euros este ano e de 11 bilhões em 2016.

Essa despesa, principalmente o gasto público – em alojamento e alimentação, por exemplo – e o consumo direto – transferências para os refugiados - “funciona como um programa de impulso” econômico do governo, disse Ferdinand Fichtner, do Instituto Alemão para a Investigação Econômica.

Os 11 bilhões de euros destinados a refugiados no próximo ano equivalem a 0,75% do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, disse Fichtner.

Oliver Höltenmüller, do Instituto Leibniz para a Investigação Econômica de Halle, destacou que, sem dúvida, a Alemanha tem “força econômica” para enfrentar a crise dos refugiados, considerando que “é uma questão de vontade política, não de capacidade financeira".

Para que o processo tenha sucesso em termos econômicos, a integração dos refugiados no mercado de trabalho é o mais importante, disse Roland Döhrm, do Instituto de Renania-Westfalia para a Investigação Econômica.

Os economistas apostam em cursos de línguas, formação profissional e reconhecimento de qualificações, bem como a simplificação dos processos burocráticos, para facilitar a empregabilidade dos refugiados.

O documento mostra como a integração dos refugiados no mercado de trabalho pode reverter o envelhecimento da sociedade alemã e evitar possíveis desequilíbrios nas finanças públicas, devido ao aumento do custo total das pensões.

De acordo com o Diagnóstico Conjunto, a taxa de desemprego ficará este ano em 6,4% e crescerá ligeiramente em 2016 para 6,5%, enquanto o crescimento da maior economia europeia será em 2015 de 1,8%.

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