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Autoridades alemãs são acusadas de minimizar crimes sexuais em abrigos de refugiados

07/10/2015 09:26 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Reuters

O sindicato dos policiais da Alemanha e grupos de defesa dos direitos das mulheres acusaram as autoridades de minimizarem relatos de abusos sexuais e até estupros em abrigos para refugiados por temerem uma reação negativa da opinião pública em relação às pessoas que buscam asilo.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maiziere, pediu aos alemães que evitem se render a uma suspeita generalizada sobre as centenas de milhares de imigrantes que chegam ao país, dizendo que um número inacreditável de rumores estavam sendo espalhados pela Internet.

Mas o diretor do sindicato dos policiais, Rainer Wendt, disse acreditar que as autoridades nos Estados federados alemães, responsáveis por abrigar as pessoas que buscam asilo, estavam minimizando o problema das agressões contra as mulheres nos abrigos.

“É compreensível que haja um desejo de acalmar as coisas politicamente”, disse Wendt a jornalistas. Mas ele, assim como grupos feministas, acredita que ignorar o problema seria contraproducente. “Se passa muito verniz sobre o que está acontecendo. Mas isso não representa a realidade”, afirmou ele.

Com a opinião pública ficando cada vez mais desfavorável em relação à entrada de refugiados, as autoridades alemãs têm demonstrado ansiedade em evitar dar munição para que grupos de extrema-direita alimentem a hostilidade com os imigrantes, muitos deles muçulmanos, incluindo fugitivos da guerra civil na Síria.

“Há um número inacreditável de rumores a respeito dessa questão, que está se espalhando extensamente pelas redes sociais”, disse Maizeire em uma coletiva de imprensa.

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