COMPORTAMENTO

Acostumem-se: as mulheres já são 26% dos motociclistas. E este número só vai crescer

06/10/2015 17:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Divulgação

Uma em cada quatro pessoas com carteira de habilitação especial para motos no país é mulher. O dado, do Denatran, mostra também que existem mais mulheres hoje sobre duas rodas do que há dez anos. Em 2005, elas eram 19% dos motociclistas. Hoje já são 26%. O aumento do interesse feminino pelo universo das motos se reflete em vários sites e páginas de redes sociais – e, claro, na indústria do entretenimento.

Uma série, produzida atualmente pela Mixer e comercializada para o SBT e a Fox, é o exemplo mais recente. A Garota da Moto, que tem estreia prevista para janeiro, obrigou a atriz Christiana Ubach a aprender a pilotar o veículo. E ela adorou a experiência. “A moto traz uma relação com a cidade. Você entra em contato com ela, tem outra visão”, conta a nova motoqueira. “No começo eu só andava na garupa e ficava emocionada.”

A personagem de Christiana na série é uma motogirl, “um assunto que as pessoas desconhecem, uma profissão para a qual a gente não olha”. Mas a atriz ficou mesmo é com vontade de ter uma moto de estrada. “Adoraria viajar de moto. Ter uma puta moto pra pegar estrada”, conta ela. “Dá uma sensação de liberdade, de independência, de aventura. Uma sensação de potência. Quando você está no carro, tem muita segurança. Mas, na moto, tem uma sensação de potência muito grande. Faço um pouco o paralelo de andar de charrete e andar a cavalo. Pilotar uma moto é ter paixão pela aventura, pela adrenalina. Quem começa a andar não consegue mais largar. Não é só por necessidade. É por vontade.”

A gerente de produto Mariana Colletes, que cruza as ruas de São Paulo numa Ducati Diavel, concorda. “Gosto de sentir a liberdade que só andar de moto proporciona. É inexplicável. Sentir a velocidade, então… é indescritível!” A paixão vem da infância. “Com uns 5 anos, subi na moto de um amigo dos meus pais. E me lembro disso até hoje.” Sua primeira duas rodas foi uma CG. Mas, aos 20, já aumentou a potência e comprou uma Virago 250, que cultivou por cinco anos.

Mariana usa a moto como meio de diversão e de transporte. “Vou trabalhar quase todos os dias com ela. É mais gostoso começar o dia assim. E gosto muito de viajar. Ilhabela é um dos meus destinos preferidos.” E o negócio dela é veículo grande: “Scooter não é moto!”, diverte-se.

Mariana diz que vê muitas mulheres motociclistas e incentiva ainda mais a prática. “Gostaria muito de ver mais mulheres andando de moto. Temos que romper alguns preconceitos e também o medo. Afinal, é perigoso, principalmente na cidade. Mas o preconceito é por parte da própria mulher. Os homens acham bacana a ideia e incentivam. E dá pra manter a vaidade, sim, e andar arrumada. O cabelo dá uma amassadinha, mas depois volta pro lugar. A botinha eu troco por salto alto e vou trabalhar…”

Sobre os riscos, a moça é cautelosa. “Tive um acidente feio, daí aprendi a usar capacete bom, luva, jaqueta com protetor de coluna e botinha. Na maioria das vezes, se você não arriscar, não vai se colocar em perigo e não vai sofrer nenhum acidente. Direção defensiva em moto é tudo.

Um salão para apaixonados

Na sua 13º edição, o Salão Duas Rodas, em São Paulo, espera trazer 260 mil pessoas ao Anhembi durante os seis dias de evento, a partir de 7 de outubro. Ao todo, mais de 600 marcas de motos, peças e acessórios estão confirmadas, com destaque para as grandes montadoras. Entre os expositores, estarão BMW, Kawasaki, Triumph, Indian, Suzuki, Ducati, Bull Motors, Honda, Polaris, Yamaha, Dafra, Traxx, Harley-Davidson, KTM, Suzuki e MV Agusta.

“O salão se renova a cada edição, sempre com muitas atrações para o público visitante e novidades de tirar o fôlego dos apaixonados pelo ‘universo duas rodas’”, afirma João Paulo Picolo, diretor do evento. Além das exposições, aqueles que participarem do evento poderão testar modelos de diversas marcas e desfrutar de serviços que vão desde salão de barba e cabelo até estúdio de tatuagem.

O evento marca o encontro entre o público apaixonado por motocicletas e os representantes das grandes marcas. Ficar de fora pode ser uma oportunidade desperdiçada que irá demorar para se repetir. Afinal, o salão ocorre apenas a cada dois anos.

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