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Chinesa, irlandês e japonês levam Nobel de Medicina

05/10/2015 11:36 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Montagem/Reuters

Três cientistas de Irlanda, Japão e China foram reconhecidos nesta segunda-feira com o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina, por suas descobertas que ajudaram médicos no combate à malária e a infecções causadas por parasitas intestinais.

O júri concedeu a honraria ao irlandês William Campbell, ao japonês Satoshi Omura e à chinesa Tu Youyou. É o primeiro Nobel de Medicina recebido por um chinês.

Campbell e Omura foram reconhecidos por suas descobertas de uma nova terapia contra infecções causadas por parasitas intestinais. Tu levou o prêmio por seus avanços vinculados com uma nova terapia contra a malária.

"As duas descobertas proporcionaram à humanidade novos e potentes meios para combater essas enfermidades debilitantes que afetam centenas de milhões de pessoas anualmente", disse o comitê. "As consequências em termos de melhora da saúde humana e de redução do sofrimento são incomensuráveis."

O Nobel de Medicina é o primeiro a ser anunciado. Mais adiante nesta semana, devem ser revelados o de Física, Química, da Paz e de Literatura. O Nobel de Economia sairá na segunda-feira.

O trio de pesquisadores dividirá o prêmio de 8 milhões de coroas suecas (US$ 953.500). Um membro do comitê responsável pela indicação dos ganhadores, Jan Andersson, disse que o trabalho realizado pelo trio que ganhou o Nobel de Medicina neste ano pode ajudar a eliminar doenças que afetam 3,4 bilhões de pessoas.

Ele lembrou que, como resultado das descobertas dos laureados, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem agora um plano para erradicar a cegueira dos rios em 31 países onde a doença é endêmica até 2015. Também lembrou que a OMS pretende erradicar a elefantíase em 61 dos 81 países afetados até 2020.

Anderson disse que, em parte pelas descobertas de Tu Youyou, a mortalidade pela malária foi reduzida em 50% nos últimos dez anos e o número de infecções caiu 40%. Anderson disse que a OMS pretende eliminar a malária em 35 países até 2035. Fonte: Associated Press

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