NOTÍCIAS

Brasil fecha acordo com a ONU para acelerar e ampliar vistos para sírios que buscam refúgio

05/10/2015 17:42 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
ROBERT ATANASOVSKI via Getty Images
Migrants and refugees board a train, after crossing the Greek-Macedonian border, near Gevgelija on October 5, 2015. Macedonia is a key transit country in the Balkans migration route into the EU, with thousands of asylum seekers and migrants -- many of them from Syria, Afghanistan, Iraq and Somalia -- entering the country every day. AFP PHOTO / ROBERT ATANASOVSKI (Photo credit should read ROBERT ATANASOVSKI/AFP/Getty Images)

O governo do Brasil e a Organização das Nações Unidas (ONU) assinam um acordo para acelerar e ampliar a concessão de vistos humanitários para sírios que estejam tentando sair da guerra e buscar refúgio no País.

O tratado foi assinado na tarde desta segunda-feira, 5, em Genebra e prevê a capacitação dos funcionários dos consulados do Brasil no Líbano, na Turquia e na Jordânia para que possam identificar de forma mais rápida os candidatos ao asilo, além de trocar informações sobre famílias registradas.

O governo brasileiro estima que, nos próximos dois anos, dará pelo menos mais 8 mil vistos humanitários aos sírios, o volume que já havia sido registrado em dois anos do programa entre 2013 e 2015.

Segundo Beto Vasconcelos, presidente do Comitê Nacional para os Refugiados, a ONU ainda terá o direito, pelo acordo, de também propor famílias que possam ser enviadas ao Brasil. "Esse é o número mínimo que esperamos atingir", explicou.

Elogiado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Conare), o programa brasileiro já concedeu mais de 2,2 mil status de refugiados aos 8 mil sírios que se beneficiaram do programa de vistos humanitários.

Mas o acordo permitirá que casos mais delicados possam ser processados de maneira mais ágil e que haja uma troca de informações. "Haverá uma maior segurança na concessão de vistos humanitários com a ajuda prestada", explicou ao Estado o presidente do Conare.

"Por toda sua história, o Brasil recebeu pessoas de todo o mundo. Não será agora, diante da pior crise humanitária em 70 anos, que deixaremos de fazer isso", completou.

O drama dos refugiados

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: