COMPORTAMENTO

5 razões para visitar a exposição 'Frida Kahlo - Conexões entre Mulheres Surrealistas do México'

05/10/2015 17:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Ela foi uma feminista antes do seu tempo, incorporou com autenticidade símbolos mexicanos e indígenas em sua arte e teve um relacionamento romântico – e explosivo – com Diego Rivera. Afinal, qual mulher não gostaria de ser influenciada por Frida Kahlo em uma época em que as mulheres eram tratadas como objeto e ainda coadjuvantes na arte?

"A figura de Frida é muito comercializada e, muitas vezes, acabam não focando sua obra e suas qualidades como artista", afirma a pesquisadora Teresa Arqc, que assina a curadoria da exposição "Frida Kahlo - Conexões entre Mulheres Surrealistas no México", no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo.

Na mostra, Frida aparece como influência para 15 artistas surrealistas nascidas ou radicadas no México, como Remedios Varo, Alice Rahon, Jacqueline Lamba e Maria Izquierdo. Para que você também compreenda o universo íntimo da pintura de Frida e das demais artistas, o Brasil Post te dá cinco razões para conhecer de perto o mundo fantástico destas mulheres:

1. É a primeira exposição que explora a influência de Frida Kahlo como artista

frida kahlo

Você pode até achar exagero, mas Frida talvez não tivesse noção da própria força. A exposição "Frida Kahlo - Conexões entre Mulheres Surrealistas do México", se diferencia de outras mostras ao redor do mundo já feitas sobre ela por ser a primeira que explora especificamente as conexões entre Frida Kahlo e outras mulheres artistas ligadas ao movimento surrealista -- não só no México, mas europeias que se refugiaram no frescor e leveza de Frida em meio a um contexto opressor de guerra. E isso é incrível.

2. Ao todo, a exposição tem mais de 100 obras inéditas

frida kahlo diego

Representação de Frida feita por Diego Rivera

Cerca de cem obras compõem a exposição, sendo 20 telas e 13 desenhos em papel de autoria de Frida. Os outros itens expostos conectam, por meio de núcleos temáticos ligados ao surrealismo, a pintora e Leonora Carrington, Remedios Varo, Maria Izquierdo e outras que conviveram com ela ou que se inspiraram em sua arte e personalidade subversiva.

Os únicos trabalhos que não são de mulheres estão em um contexto de recriar o mundo de Frida, como, por exemplo, as fotografias de Frida feitas por Nickolas Muray, seu amante por quase uma década, e que foram até parar na capa da revista Vogue.

2. As roupas de Frida não podem sair da Casa Azul, mas...

roupas frida

A curadoria da exposição fez uma pesquisa a partir das fotos de Frida Kahlo feitas por Nicholas Muray, e conseguiu montar peças que se aproximam muito das vestimentas que a artista usava, já que os originais não podem sair da Casa Azul, no México. As roupas que estão na exposição são originais tehuana que foram doadas para o acervo da Casa Azul.

Frida combinava vestimentas de tribos específicas do México -- e não tinha pudor em misturar cores, tecidos e materiais de vários povos. Desde penteados, chales, brincos e tecidos ela mesma era a personificação da síntese da cultura mexicana. E ela andava deste jeito, em Nova York, nos anos 1940, onde a moda européia era o predominante. Quer mais subversão do que isso?

4. Você vai conhecer o poder da força feminina

frida kahlo quadro

Única e intensa, Frida Kahlo pode ser considerada uma mulher a frente de seu tempo e cheia de vida – mesmo com todas as dificuldades que precisou enfrentar, desde problemas de saúde a traições – e se tornou, ao longo dos anos e até depois de sua morte, um ícone das artes e do universo feminino. E a exposição deixa isso muito mais explícito. Influenciada por Frida, quase todas as 15 artistas surrealistas fizeram autorretratos, usaram cores e representações da cultura e da mística mexicana em sua arte.

5. As crianças vão adorar!

E a prova está aqui:

Frida Kahlo - Conexões entre Mulheres Surrealistas no México fica em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até 10 de janeiro de 2016, depois segue para a Caixa Cultural do Rio de Janeiro (de 2 de fevereiro a 27 de março) e para a Caixa Cultural de Brasília (de 12 de abril a 12 de junho). O ingresso custa R$ 10 e pode ser adquirido na bilheteria do instituto (de terça a domingo, das 10h às 19h) ou pelo site Ingresse.com. Até 10 anos, a entrada é grátis. Às terças-feiras a entrada é gratuita.

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