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Departamento de Defesa dos EUA vai conduzir 'investigação completa' sobre ataques aos Médicos Sem Fronteiras

04/10/2015 02:21 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Montagem/MSF/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgou nota oficial neste sábado (3) sobre o ataque à unidade dos Médicos Sem Fronteiras, em Kunduz, no Afeganistão.

Dezenas de pessoas ficaram feridas e pelo menos 19 morreram, entre médicos e pacientes.

Além de expressar condolências pelas mortes de profissionais de saúde e civis, Obama prometeu empenho das autoridades no esclarecimento do atentado:

"O Departamento de Defesa já abriu uma investigação completa, e nós vamos esperar os resultados desse inquérito antes de fazer um julgamento definitivo sobre as circunstâncias dessa tragédia."

O presidente afirmou que o departamento vai mantê-lo informado sobre os rumos da apuração.

"Nós vamos continuar trabalhando bem próximos ao presidente [Mohammad Ashraf] Ghani, ao governo afegão, e às nossas parcerias internacionais para apoiar a defesa nacional afegã e forças de segurança, que vem trabalhando para proteger o país deles."

No sábado, o MSF havia informado às tropas afegãs e americanas e aos insurgentes talibãs que na área do ataque havia um hospital humanitário.

De acordo com a organização, os bombardeios ainda continuaram por mais 30 minutos, mesmo após as forças do governo terem sido informadas de que um posto médico havia sido atingido.

Alguns militares norte-americanos chegaram a dizer que foram eles próprios que bombardearam o hospital, enquanto buscavam os insurgentes talibãs, que abriram fogo contra as forças dos EUA.

A ONU alertou que, se deliberado, o ataque a um hospital do MSF pode ser enquadrado como "crime de guerra".

Bombardeio em hospital do Afeganistã


O confronto com os talibãs

Os confrontos entre forças dos EUA e Afeganistão contra insurgentes talibãs se intensificaram nos últimos dias.

As tropas estão tentando expulsar os militantes do controle da capital dessa província ao norte do país.

Os talibãs conseguiram tomar Kunduz no início da semana, naquela que foi considerada "a maior vitória" nessa insurgência de quase 14 anos.

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