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Frente Brasil Popular reúne 700 manifestantes em Belo Horizonte

03/10/2015 14:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Estadão Conteúdo

A Frente Brasil Popular reuniu hoje cerca de 700 manifestantes, conforme a Polícia Militar, em protesto na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, ao mesmo tempo contra e a favor do governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

A frente, que reúne o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (Une), a Central Única dos Trabalhadores (Cut) e integrantes de partidos da base da presidente, se coloca contra a tentativa da oposição de tentar o impeachment de Dilma, mas também faz fortes críticas à política fiscal do Palácio da Liberdade.

O protesto foi também em defesa da Petrobras, segundo os organizadores. A estatal completou ontem 62 anos.

"Querem usar os problemas encontrados na empresa para justificar sua privatização. Não é assim. O caminho é fazer com que a empresa cresça. É isso é possível, principalmente por conta do pré-sal", avalia o deputado estadual Rogério Correia (PT). "Em um momento como esse, a data (aniversário da Petrobras) não pode passar em branco."

O parlamentar é um dos integrantes do partido da presidente que defendem a saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. "Acho que a política fiscal do governo tem que mudar e, nesse sentido, o ministro tem que sair", avaliou o parlamentar.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Marcelino Rocha, afirmou que daqui em diante a frente irá para as ruas com frequência, contra o impeachment da presidente mas, também, para pressionar o governo a não adotar medidas, dentro do ajuste fiscal, que retirem direitos dos trabalhadores.

"Faremos manifestações sempre que avaliarmos que a ordem constitucional está em risco e a qualquer momento em que o governo, a Câmara Federal ou o Senado ameaçarem cortar direitos da classe trabalhadora.

A Frente Brasil Popular foi criada em Belo Horizonte em 5 de setembro e reúne, além de movimentos sociais e centrais sindicais, partidos da base da presidente Dilma como o PT e o PC do B. No início da tarde, os manifestantes fizeram passeata até a Praça Sete, também na Região Central de Belo Horizonte.

Ato pró-Dilma

Cerca de 200 pessoas, a maioria integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST), defenderam neste sábado, 3, o governo Dilma durante ato na sede do Sindicato dos Bancários, em Presidente Prudente (SP).

Apesar do apoio à presidente, os manifestantes, ligados à Frente Brasil Popular, exigiram a taxação de grandes fortunas e criticaram o ajuste fiscal e as tentativas de impeachment. "Quem é a favor do impeachment não está interessado na democracia", diz Gerson de Souza Oliveira, de 28 anos, coordenador regional do MST.

Ele propôs a taxação de grandes fortunas, observando que "os trabalhadores não devem pagar pela crise". "É necessário incluir essa taxação no debate sobre o ajuste fiscal", afirmou.

O coordenador disse também que a reforma agrária pode ajudar a diminuir o desemprego, "trazendo de volta para o campo quem não conseguiu trabalho nas cidades". Segundo ele, o governo Dilma não avançou na reforma agrária.

O vice-prefeito de Presidente Prudente, Marcos Vinha (PT), de 52 anos, esteve no ato e condenou os que querem o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"O PSDB, o DEM e o PPS ainda não reconheceram a legitimidade da eleição e insistem no terceiro turno. Eles que esperem até 2018 e tentem ganhar no voto", ironizou.

Depois do ato, os manifestantes pretendiam fazer passeata pelo Calçadão, mas desistiram por causa da chuva, que cai desde a noite de sexta-feira.

A Frente Brasil Popular teve o apoio de entidades, como CUT e MST, e de três partidos: PT, PSOL e PCdoB

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