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03/10/2015 17:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

'Dilma não perdeu o cargo, mas perdeu a dignidade' ao ceder para PMDB e Lula, diz senador Cristovam Buarque

RENATO COSTA /FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

O convite da presidente Dilma Rousseff para o PDT assumir o Ministério das Comunicações tinha um claro propósito. Ela quis se reaproximar do partido, que declarou independência neste ano e votou contra matérias do governo, como as medidas de ajuste fiscal.

Por isso, foi o líder do PDT na Câmara que recebeu a pasta de mimo da petista. Entretanto, o novo ministro, André Figueiredo (CE), diz que a sigla manterá a postura independente nas votações.

E um dos principais nomes da legenda no Congresso Nacional, o senador Cristovam Buarque (DF), marcou posição crítica à reforma ministerial. Além dos torpedos à presidente, sobrou para o próprio PDT.

O parlamentar avalia que, na intenção de afastar o risco de impeachment, "Dilma aceitou o impeachment de hoje [sexta, 2] dado pelo PMDB, com o apoio do ex-presidente Lula e a contribuição do PDT".

É uma referência ao fortalecimento do PMDB na cúpula do governo e de nomes mais alinhados com Lula do que com Dilma.

Para Cristovam Buarque, Dilma pode ter conseguido evitar o processo de impedimento dela. Mas os acordos que fez tiram definitivamente o poder dela, deixando-o apenas com seus "aliados". Perdeu poder para não perder o cargo.

"Para a História, teria sido melhor ela enfrentar, reconhecendo os erros, desvinculando-se dos partidos, optando por um governo que buscasse a conciliação dos bons. Talvez não conseguisse, poderia perder até o cargo, mas manteria a dignidade."

Poder X Dignidade - História X PolíticaPara evitar o risco de um impeachment no Congresso, a Presidente Dilma...

Posted by Cristovam Buarque on Friday, 2 October 2015

Reforma Ministerial - Novos ministros

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