MULHERES
30/09/2015 10:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Pró-união gay, contra o machismo e o aborto: Partido da Mulher Brasileira é o 35º do Brasil após decisão do TSE

Montagem/Reprodução Facebook

A política brasileira ganhou a sua 35ª legenda na noite desta terça-feira (29). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a oficialização do registro do Partido da Mulher Brasileira (PMB), que tentava desde 2009 a sua formalização. Com a decisão, a sigla ganha o direito de de lançar candidatos já nas eleições municipais de 2016.

Segundo o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral, de agosto deste ano, o partido cumpriu os requisitos necessários para sua criação, entre eles a obtenção de 501 mil assinaturas de apoio, número superior ao exigido.

“Após exame da documentação apresentada, a Secretaria Judiciária do Tribunal Superior Eleitoral informou que o quantitativo de apoio comprovado (....) excede o total exigido pela norma (486.679, correspondente a 05% dos votos válidos nas eleições de 2014) em 14.761 apoios”, escreveu o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, no parecer favorável ao registro do partido.

O resultado foi celebrado pelo PMB na sua página no Facebook.

Hoje começa uma nova história.Agradecemos a todos que nos apoiaram.Nosso pedido foi DEFERIDO.#PMB

Posted by Partido da Mulher Brasileira - PMB on Terça, 29 de setembro de 2015


Em seu site oficial, o PMB se diz formado pela “vida radicado na experiência de mulheres progressistas; de mulheres e homens que manifestaram sempre a sua solidariedade com as mulheres privadas de liberdades políticas, vítimas de opressão, da exclusão e das terríveis condições de vida”. O foco é mudar o cenário atual, de pouca representatividade feminine na política.

“As Casas Legislativas e o Senado da República, ainda estão longe de atingir o nível da massa crítica de 30%, considerada necessária para que as mulheres possam efetivamente influenciar a política. A igualdade entre homens e mulheres também é benéfica para as empresas. Estas têm de aproveitar plenamente todos os nossos talentos se pretendemos fazer face à concorrência mundial.

A balança da história está mudando; a força perde seu ímpeto e, com satisfação observamos a Nova Ordem Mundial que será menos masculina, mas permeada pelos ideais femininos ou, melhor dizendo, será uma Era na qual os elementos masculinos e femininos estarão em maior equilíbrio”.

O tom progressista do discurso, porém, deve gerar controvérsias. Apesar de se declarer a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o PMB é fortemente contrário ao aborto e à legalização das drogas.

“Sempre, em todos os momentos da minha vida, fui contra a liberação e descriminalização do aborto. Embora entenda que cada um tenha a sua posição, enquanto eu estiver no comando da legenda, o PMB não vai apoiar uma coisa dessas”, afirmou a presidente nacional do PMB, Suêd Haidar, ao portal UOL.

Em seu programa, o partido fala no “fortalecimento da família”, o que o aproxima de um discurso mais conservador presente na atual política brasileira. Para que não restem dúvidas, a presidente da seção mineira da sigla, Rosimere Machado de Jesus, avisa: “O PMB é um partido de direita. Somos contra a liberação e descriminalização do aborto e da maconha. A humanidade está sendo destruída pelas drogas (…). Não podemos tirar uma vida”.

cartilha pmb

Principais diretrizes do PMB (Reprodução)

Machismo nas redes sociais

Independentemente de concordar ou não com todas as bandeiras do PMB, o fato é que o combate ao machismo na política e na sociedade brasileira se mostra necessário todos os dias. A repercussão da decisão do TSE nas redes sociais não deixa dúvidas.

A Justiça Eleitoral ainda analisa mais de uma dezena de processos para a criação de novos partidos no Brasil. Antes do PMB, foram registrados o Partido Novo e a Rede Sustentabilidade.

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