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29/09/2015 18:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Cirurgia de Angelina Jolie aumentou conscientização de câncer de mama, diz pesquisa

Shutterstock / cinemafestival

Em maio de 2013, Angelina Jolie passou por uma mastectomia dupla que atraiu atenção mundial.

Em um artigo no New York Times, a atriz e filantropa revelou que uma mutação no gene BRCA1 aumentava expressivamente seu risco de ter câncer, e que iria remover os dois seios para se prevenir. A declaração despertou muitas discussões acerca da real necessidade do procedimento.

Em um novo estudo austríaco, porém, pesquisadores descobriram que os "Efeito Angelina" foi muito mais positivos do que negativos, porque a discussão toda gerou conscientização acerca do câncer de mama.

Em uma pesquisa realizada logo antes de Angelina vir a público para falar sobre sua mastectomia, 88,9% das mulheres declararam saber que a reconstrução dos seios era uma opção após a mastectomia.

Depois do "Efeito Angelina", os pesquisadores decidiram refazer o mesmo questionário. O índice aumentou para 92,6%.

Também houve um salto de conscientização de que a cirurgia de reconstrução pode ser realizada na mesma cirurgia de remoção de seios. Antes do "Efeito Angelina", 40,5% das participantes sabiam disso. Depois, o número pulou para 59,5%.

Um quinto das participantes revelou, também, na segunda pesquisa, que a cobertura do câncer de mama de Angelina Jolie pela imprensa fez com que elas lidassem mais intensamente com o assunto.

"Este é o primeiro estudo que prova o efeito da mídia no problema do câncer de mama junto ao público geral", disse David Lumenta, pesquisador-chefe e professor da Universidade de Graz, na Áustria.

Este não é o primeiro estudo que sugere que o "Efeito Angelina" é real. De acordo com outro estudo de 2014, a demanda por testes genéticos para câncer de mama dobrou na Inglaterra logo após o anúncio de Jolie.

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