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25/09/2015 14:40 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Haddad diz que deve regular Uber em São Paulo em até dez dias

Bloomberg via Getty Images
Fernando Haddad, mayor of Sao Paulo, speaks during an interview at City Hall in Sao Paulo, Brazil, on Thursday, July 10, 2014. Haddad hopes the World Cup helped transform his citys image among the 500,000 tourists who visited during the event, saying Most of those who came in for the first time will come back. Photographer: Paulo Fridman/Bloomberg via Getty Images

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou na quinta-feira, 24, em Paris que em até dez dias vai regulamentar o funcionamento de serviços de motoristas privados como o Uber, que provoca polêmica na capital. Falando a uma plateia de estudantes no Instituto de Estudos Políticos (SciencesPo), de Paris, o prefeito indicou que o funcionamento do Uber não será banido, mas vai operar com modificações impostas pelo Executivo municipal.

O objetivo da Prefeitura é garantir que o serviço não concorra diretamente com o trabalho de mais de 30 mil taxistas em São Paulo, mas que a evolução tecnológica e a qualidade do serviço oferecida por empresas como o Uber não sejam abandonadas. No dia 9, a Câmara Municipal aprovou o projeto de lei 349/2014, de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB), que proíbe o uso de carros particulares cadastrados em aplicativos de transporte remunerados - exatamente o serviço prestado pela companhia americana. Mas o texto também abre brecha para a ação do Executivo, deixando a cargo da Prefeitura aprimorar a legislação.

É essa brecha que Haddad quer usar para manter o serviço em funcionamento. "Estamos estudando os modelos no mundo e encontrando soluções muito inovadoras, que preservam o direito dos taxistas, mantêm a regulação do Estado, mas não se fecham à tecnologia, que é a qualidade do serviço", afirmou. "Nós devemos anunciar isso sem ser na segunda-feira que vem, na outra."

Questionado sobre quais cidades servirão de exemplo para São Paulo, Haddad tentou desconversar, mas disse que Nova York encontrou uma boa solução negociada para o impasse entre motoristas privados, clientes e taxistas. "Uma parte do que Nova York está pensando em fazer é o que nós estamos imaginando", reconheceu.

Haddad afirmou que usará não só a lei aprovada na Câmara, mas todo o arsenal jurídico federal e municipal sobre mobilidade urbana, para arbitrar sobre o assunto. "Nós vamos usar toda a legislação que está disponível."

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