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23/09/2015 22:59 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Anúncio do corte de dez ministérios deve sair nesta quinta-feira

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Pressionada pela crise política e econômica, por aliados e correligionários, a presidente Dilma Rousseff deve anunciar nesta quinta-feira (24) mais uma etapa do pacote de cortes do governo, desta vez, na Esplanada dos Ministérios. Só com a movimentação para o redesenho do novo ministério, a presidente já criou polêmica.

Além do PT e de movimentos sociais reclamarem com a possibilidade da presidente mexer nas pastas sociais, como a Secretaria das Mulheres, os peemedebistas se digladiam para conquistar mais espaço e outros, como o atual ministro da Saúde, Arthur Chioro, que será apeado do cargo, demonstram insatisfação com as coordenadas do governo.

De acordo com o Blog do Camarotti, uma das hipóteses da presidente para cortar os dez ministérios prometidos é criar uma super pasta da Cidadania. Nesse caso, ela aglomeraria a Secretaria-Geral da Presidência, a Secretaria de Direitos Humanos, a Secretaria das Mulheres e a Secretaria de Igualdade Racional. Nesse caso, a pasta ficaria sob o comando do atual ministro da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto.

Também já se falou em acolher algumas dessas pastas dentro do Ministério da Justiça.

O Palácio do Planalto também deve ter uma nova configuração. Com a extinção da Secretaria-Geral, a Casa Civil ganharia mais poderes administrativos. A Secretaria de Comunicação da Presidência, hoje comandada pelo ministro Edinho Silva, seria acoplada ao Ministério das Comunicações.

Nessa ótica, Edinho assumiria as Comunicações e o atual ministro da pasta, Ricardo Berzoini, voltaria ao Planalto, onde comandou a extinta Secretaria de Relações Institucionais, em 2014. O mais provável é que o futuro vizinho da presidente tenha como número dois o assessor especial da presidente, Giles Azevedo. Ambos ficariam responsáveis pela articulação política.

No rol das fusões, o Ministério do Trabalho e o da Previdência podem se tornar um só, assim como a Pesca poderá ser integrada ao Ministério da Agricultura.

Com toda essa combinação, a presidente tem deixado alguns ministros preocupados. O futuro do PDT, que comanda o Trabalho ainda é incerto, assim como o de peemedebistas, como Helder Barbalho, da Pesca, Henrique Eduardo Alves, do Turismo, e Eliseu Padilha, da Secretaria de Aviação Civil.

A presidente prometeu ao PMDB da Câmara duas pastas, entre elas o Ministério da Saúde - atualmente nas mãos do petista Chioro - e uma pasta relacionada à infraestrutura. Com isso, a mandatária agrada a bancada do partido na Câmara, mas, por desalojar outros peemedebistas, ela também enfrenta resistências no partido.

Há ainda as pastas que devem perder o status de ministérios, como o Gabinete de Segurança Institucional e a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Ciente do “rebaixamento” da SAE, o então comandante da pasta, Mangabeira Unger, pediu exoneração do cargo na semana passada.

Para fechar essa equação, a presidente passou a quarta-feira (23) no Palácio do Alvorada. Ela se reuniu com o vice-presidente, Michel Temer, e depois recorreu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao longo do dia, ela recebeu Picciani, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), ex-senador Jader Barbalho e o atual ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves.

Também se encontraram com a presidente o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, o da Secretaria de Comunicação, Edinho Silva, e o chefe da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto.

Entre líderes partidários, a presidente recebeu Carlos Lupi, do PDT, e Rui Falcão, do PT. Novos na articulação, Berzoini e Giles acompanharam as negociações.

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