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22/09/2015 16:59 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

União Europeia aprova plano para refugiados apesar de oposição do leste europeu

Christopher Furlong via Getty Images
HEGYESHALOM, HUNGARY - SEPTEMBER 22: Hundreds of migrants who arrived by train at Hegyeshalom on the Hungarian and Austrian border walk the four kilometres into Austria on September 22, 2015 in Hegyeshalom, Hungary. Thousands of migrants have arrived in Austria over the weekend with more en-route from Hungary, Croatia and Slovenia. Politicians across the European Union are holding meetings on the refugee crisis with EU leaders attending an extraordinary summit on Wednesday to try and solve the crisis and the dispute of how to relocate 120,000 migrants aross EU states. (Photo by Christopher Furlong/Getty Images)

A União Europeia aprovou nesta terça-feira (22) um plano para dividir 120 mil refugiados por seus 28 países-membros, superando a oposição veemente de três ex-Estados comunistas do leste europeu.

Diplomatas disseram que os ministros do Interior reunidos em Bruxelas votaram a favor da implementação do esquema, apoiado pela Alemanha e outras grandes potências, para conseguir lidar com a pior crise imigratória do continente desde a Segunda Guerra Mundial.

O ministro da República Tcheca tuitou ter votado contra a medida, assim como seus pares de Eslováquia, Romênia e Hungria, com uma abstenção da Finlândia.

Mais cedo, Praga havia alertado que qualquer tentativa de aprovar tal plano seria impraticável e poderia terminar em um “vexame enorme” para governos e autoridades da União Europeia.

“Logo perceberemos que o rei está nu. O bom senso perdeu hoje”, declarou o ministro do Interior tcheco, Milan Chovanec, no Twitter após a votação.

O influxo de quase meio milhão de refugiados fugindo da guerra e da pobreza no Oriente Médio, na Ásia e na África este ano mergulhou a UE em discussões sobre controle nas fronteiras e recriminações ásperas sobre como compartilhar a responsabilidade.

Os países do leste que não têm tradição de integrar uma grande quantidade de muçulmanos estão preocupados com o impacto que isso terá em suas sociedades e ansiosos para evitar qualquer gesto que possa incentivar um número ainda maior de desesperados a cruzar o Mar Mediterrâneo rumo à Europa.

“Se não formos capazes de encontrar a solução certa no longo prazo, a crise imigratória pode realmente ameaçar a existência da União Europeia. Mas não sou pessimista, acredito que encontraremos medidas conjuntas”, declarou o primeiro-ministro esloveno, Miro Cerar, à Reuters em uma entrevista.

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