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21/09/2015 10:39 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Petrobras decide pela demissão de pelo menos 5 mil terceirizados

Tânia Rego/Agência Brasil

Diante da necessidade de forte contenção de despesas, para fazer frente ao agravamento da sua situação financeira, a diretoria executiva da Petrobras aprovou na semana passada o corte de cerca de 5 mil funcionários terceirizados.

As demissões, já iniciadas há duas semanas, decorrem de rescisões ou não renovações de contratos com fornecedores e prestadores de serviços. Mesmo com os cortes já definidos, a estatal não descarta ampliar o número de demissões para reduzir ainda mais seus custos, conforme apurou o Broadcast, serviço de informação em tempo real da Agência Estado.

O comando da empresa decidiu intensificar as ações de redução de custo e reestruturação da empresa, com extinção de gerências, após a forte depreciação cambial do último mês e a perda do grau do investimento, na semana passada.

Na sexta-feira, 18, rumores no mercado de capitais de um novo rebaixamento da nota de crédito do País por uma segunda agência de classificação de risco provocou nova queda acima de 3% nas ações da petroleira negociadas na Bovespa.

A Petrobras levará ao conselho de administração no próximo dia 30 mais detalhes do seu plano de reestruturação organizacional, que deverá enxugar ainda mais o quadro da empresa.

Também serão discutidos novos cortes no volume de investimento neste ano e até 2019. Em junho, a companhia já havia anunciado redução de 41% em seu plano de negócio, mas as premissas econômicas, como taxa de câmbio e cotação internacional do óleo, ficaram desatualizadas com o acirramento da crise.

Segundo Lucas Ferreira, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), o esperado é que o plano de reestruturação seja anunciado no dia 31 e inclua perdas de cargos de confiança, o que repercutiria em reduções salariais de empregados concursados. Ele conta que o clima nos escritórios da petroleira é tenso.

Na sexta-feira, 18, a empresa anunciou proposta de reajuste salarial abaixo da inflação em 2015, além do congelamento de valores de alguns benefícios trabalhistas.

Em nota, a empresa informou que a reestruturação ainda está em elaboração, mas que já houve retração de 3,2% em cargos de gerência. A maior parte dos cortes teria sido na área de abastecimento, segundo fontes. A previsão é que as atuais divisões de áreas de negócio sejam remodeladas. A estatal também negocia revisão de contratos com fornecedores, como sondas e outros equipamentos.

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