NOTÍCIAS
21/09/2015 10:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Câmbio para fim de 2016 sobe de R$ 3,80 para R$ 4,00

Thomas Jackson via Getty Images
Hand grasping at fluttering money

Pela primeira vez a projeção para a taxa de câmbio ao fim de 2016 atingiu os R$ 4,00 no boletim Focus, publicação semanal na qual o Banco Central reúne as expectativas de cerca de 100 analistas.

Em 02 de janeiro o mercado tinha outra visão, esperava uma taxa de R$ 2,80 - de lá para cá o ajuste foi de 42,86% na estimativa. Essa forte correção ocorre quase duas semanas depois de o Brasil ter sido rebaixado pela Standard & Poor's, agência de classificação de risco que também tirou do País o grau de investimento, que é uma espécie de selo de bom pagador.

Na semana passada, a projeção para 2016 era um pouco mais baixa, estava em R$ 3,80. Com o ajuste entre uma semana e outra, a alta foi de 5,26%. Há quatro edições do Focus a estimativa era de R$ 3,60.

Para 2015, a expectativa para a taxa de câmbio ao fim do ano subiu de R$ 3,70 para R$ 3,86 - nível aquém do fechamento da última sexta-feira, quando o dólar fechou cotado a R$ 3,9500. Há quatro semanas a expectativa era de encerrar o ano em R$ 3,50.

Diante desses ajustes, a taxa média de câmbio também foi alterada. Para 2015 passou de R$ 3,32 para R$ 3,38; para 2016, de R$ 3,75 para R$ 3,91. Há quatro semanas essas estimativas eram de R$ 3,23 e R$ 3,55 respectivamente.

Essas previsões podem piorar ainda mais nas próximas semanas enquanto o Brasil tenta não ser rebaixado por outras agências de classificação de risco e o governo tenta passar no Congresso o retorno da CPMF como forma para recompor as contas públicas.

Prévia do PIB

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma espécie de prévia do PIB, registrou baixa de 0,23% na média móvel formada entre o trimestre de maio a julho deste ano em relação ao de abril a junho, na série com ajuste do BC.

Na comparação entre o trimestre de maio a julho de 2015 e o mesmo período de 2014, sem ajuste sazonal, o IBC-Br ficou em -4,01%. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

O Banco Central revisou a série do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), como faz todos os meses. Em junho, a taxa negativa de 0,58% foi alterada para -0,73%. Em maio, a alta de 0,06% foi mantida. No caso de abril, a baixa de 0,97% foi substituída por queda de 1,02%.

Em março, a variação deixou de ser de -1,51% e passou para -1,49%. Em fevereiro, a taxa de +0,72% foi substituída pela de +0,75%. Em janeiro, a de -0,10% passou a ser de -0,14%. Todos os dados são referentes às variações na margem, na série com ajuste sazonal.

Em dezembro do ano passado, o resultado de -1,02% foi substituído por -1,15%. Em novembro de 2014, o dado de -0,22% foi alterado para -0,01%. Em outubro, mudou de uma queda de 0,45% para uma baixa de 0,38%.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: