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14/09/2015 08:23 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

O circo que nem Tiririca poderia prever nas eleições de 2016 em São Paulo

Celso Junior/Estadão Conteúdo

Definitivamente, vai ser difícil uma eleição municipal nas principais capitais do Brasil em 2016 superar a de São Paulo. Já há pelo menos seis pré-candidatos a assumir a cidade que já foi chamada pelo atual prefeito, Fernando Haddad (PT), de “túmulo de políticos”.

A dificuldade que governantes possuem em administrar um município com 7,4 mil km2 e uma população de quase 12 milhões de pessoas, segundo dados do IBGE, não passa somente pela sua heterogeneidade social. Há também um verdadeiro baralho de políticos.

O cenário de momento, a 13 meses das eleições, apresenta vários postulantes a tomar de Haddad – o ‘prefeito ciclista’, candidato à reeleição – o posto na prefeitura. E o tom desses desafiantes é bastante esquizofrênico, formando um circo que nem mesmo Tiririca – aquele do “pior do que tá, não fica” – poderia prever.

A ex-prefeita e ex-colega de Haddad no PT, Marta Suplicy, quer sair candidata pelo seu novo partido, o PMDB. Além de roubar votos do atual prefeito na periferia e em pontos onde ele é mais forte junto ao eleitorado, ela poderá enterrar a pecha de "Martaxa", em alusão às muitas taxas implementadas na época em que ela foi a governante do município (2001-2005)?

Se já está difícil escolher entre aqueles que já governaram a capital paulista, imagine o cenário apocalíptico que se desenha ao olhar para os demais pré-candidatos.

Há, até o momento, o ‘âncora do sangue na TV’ (José Luiz Datena, do PP), o ‘mauricinho indignado’ (João Dória, do PSDB), o ‘eterno defensor do consumidor’ (Celso Russomanno, do PRB), e o ‘defensor da cura gay’ (Marco Feliciano, do PSC).

Não é certeza que todos esses nomes sairão mesmo candidatos à Prefeitura de São Paulo. Até a inscrição oficial das chapas, que deve ser feita até às 19 horas do dia 5 de julho de 2016, muita coisa pode mudar.

Ou seja, o picadeiro (e os debates de TV) de momento ainda não é garantia de entretenimento na já combalida política brasileira.

A única certeza é que todo mundo quer "uma casquinha", ainda mais em tempos de crise. Não precisa nem saber o que é pra fazer (caso eleito).

Tá aí o Tiririca, palhaço de carreira, que não me deixa mentir – afinal, foi reeleito em 2014, sem aprovar NENHUM projeto na Câmara dos Deputados.

E segue o show de horrores... digo, ~o debate sobre o futuro político~ de São Paulo.

Saiba quem são os pré-candidatos de momento:

Eles querem governar SP em 2016

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