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14/09/2015 19:41 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

A homofobia mata. Mas o 'Zorra' acha engraçado fazer piadas com 'bambis' e gays

soldado

Pode ser que os roteiristas do Zorra, da Rede Globo, não tenham se atentado, mas a homofobia rola solta nas arquibancadas.

Os corintianos, há alguns meses, adotaram um tenebroso grito de "bicha" para provocar os goleiros adversários, como se ser gay pudesse ser uma ofensa.

As torcidas organizadas do São Paulo, alvo constante da homofobia desenfreada, acharam que era um boa retrucar. O resultado foi jogar o nível da rivalidade ainda mais fundo no volume morto. O alvo? Emerson Sheik, controverso atleta com duas passagens igualmente vencedoras e conturbadas no rival Corinthians. Tudo por conta de um selinho que o ex-corintiano tascou no amigo Isaac Azar.

A coisa vai além, claro. Não são somente os corintianos e os são-paulinos os que ainda não entenderam que provocação homofóbica não faz sentido.

Pois com esse pesado contexto, o humorístico colocou no ar o quadro "Soldado", onde o alvo da piada é um militar gay que acabara de morrer. É ruim? Pode ser ainda pior. Para deixar tudo ainda mais sem graça, foi colocada uma bandeira do São Paulo sob o caixão. Reforçando ainda mais o estereótipo de "bambi" e afeminado.

O quadro, na íntegra, pode ser visto aqui.

Isso tudo foi ao ar em TV aberta. Num país onde ser LGBT é sinônimo de correr sérios riscos. A cada 28 horas, a homofobia faz uma nova vítima no Brasil e alguém vai parar no caixão. Exatamente como o soldado da "piada".

Mas, aparentemente, está tudo ok para a produção do programa:

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