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11/09/2015 21:41 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Dilma admite que Brasil passa por dificuldades, mas é capaz de superá-las

RENATO COSTA/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

A presidente Dilma Rousseff voltou nesta sexta-feira (11), a reconhecer que o Brasil passa por dificuldades, mas que o País é capaz de superá-las. Em discurso durante a edição da plataforma "Dialoga Brasil" em Teresina (PI), ela também destacou mudanças implementadas por governos do PT na região Nordeste, nos últimos 13 anos.

"É claro que o País passa hoje por dificuldade, mas são dificuldades que superamos, porque nós somos capazes de superar", afirmou a presidente. Dilma disse que a superação da crise é possível porque o Brasil é a sétima maior economia do mundo, tendo agricultura e indústria fortes.

Ao mencionar as mudanças no Nordeste, a presidente citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é pernambucano. De acordo com ela, seu antecessor "reconheceu que o Nordeste precisava de oportunidades iguais" e tomou um conjunto de medidas, entre elas o início da construção da Transnordestina, cujas obras ela visitou nesta sexta-feira.

Dilma destacou que, dos 1,6 mil quilômetros da ferrovia, 500 quilômetros já estão prontos. Segundo ela, a "promessa" é de que o trecho que passa pelo Piauí será concluído até o final de 2016 e que o restante da obra deve ficar pronto até o fim do mandato dela, em 2018.

A presidente fez também um apelo para que a sociedade brasileira repudie "aqueles que sempre querem a catástrofe". "O Brasil é um país democrático e não aceitamos intolerância", disse Dilma, defendendo em seguida que os resultados das eleições sejam respeitados.

Para a plateia, a presidente afirmou também que o governo gosta "de discutir, de escutar críticas". "Sabemos que devemos melhorar, há muitas oportunidades para construir, a gente precisa persistir", reconheceu.

Além disso, Dilma não deixou de exaltar os programas sociais do governo, como tem feito em todas as edições do evento. Dessa vez, o destaque ficou por conta do Bolsa Família. "O Bolsa Família não foi feito para criar conformismo, para que as pessoas se acomodem", disse a presidente, citando o exemplo de um garoto que recebe o benefício e foi premiado em uma olimpíada internacional de estudantes.

Dilma disse ainda que programas pilotos não dão certo no Brasil, porque o "Brasil não é um país pequeno". "Todos os programas sociais têm de ter um certo corpo, devem ser encorpados. Um programa piloto não resolve nada no Brasil", afirmou.

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