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10/09/2015 16:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Para colocar a economia nos eixos, Levy diz que governo vai cortar gastos e aumentar receitas

EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian Finance Minister Joaquim Levy gestures during a news conference on August 31, 2015, at the Planalto Palace in Brasilia, after presenting the budget for 2016 to the congress. The budget predicts a deficit of 30 billion reais (around 8.2 billion dollars). AFP PHOTO / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Após a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixar a nota brasileira para BB+, retirando o selo de bom pagador do País, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que o governo vai anunciar até o final deste mês mais cortes de gastos e "novas receitas" para atingir a meta de superávit (economia feita para pagar juros da dívida pública) de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016.

Para isso, segundo Levy, o governo reduzirá ainda mais os gastos públicos e aumentará as receitas -- provavelmente vindas de mais impostos. Durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (10), o ministro disse que o brasileiro pode ter de fazer um "pequeno esforço" e "pagar um pouquinho mais de impostos" para ver o Brasil voltar a crescer.

O ministro disse que o governo objetiva atingir a meta de superávit de 0,7%, mas que ele "não vai chegar lá sozinho". "A gente tem que ver porque a gente tem fazer um esforço adicional. Tem que ser um país seguro para investidores, para a família, para o emprego."

"Se precisar pedir à sociedade, às empresas, às famílias que façam um esforço adicional para fazer o Brasil ser visto como um País forte no mundo inteiro, eu tenho certeza de que a presidente Dilma fará essa proposta."

Por parte do governo, o ministro disse que a presidente Dilma Rousseff está empenhada em cumprir a meta de superávit e que ela vai tomar todas as medidas necessárias para colocar "a economia nos trilhos". "O governo tem feito muitas economias, disciplina fiscal."

Contudo, ainda não há qualquer valor dos possíveis cortes de despesas e das novas receitas.

A ideia, segundo o ministro, é criar uma "ponte fiscal", com ajustes de gastos e de impostos para melhorar as contas públicas e dar mais segurança aos investidores e às outras agências de classificação de risco, Moody's e Fitch, que continuam dando ao Brasil o selo de bom pagador.

Sobre o rebaixamento da S&P, Levy disse que isso é um alerta importante e que "certamente isso cria um estímulo" para continuar com o processo de ajustes na economia. "Até o final do mês teremos algo bem estruturado."

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