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09/09/2015 16:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:35 -02

De 'burca', servidoras protestam contra projeto que barra decote e minissaia na Câmara

RENATO COSTA /FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

Em reação a decisão da Câmara dos Deputados de criar um “dress code” para frequentar a Casa, servidoras e deputados como Érika Kokay (PT-DF) e Jean Wyllys (PSol-RJ) protestaram nesta quarta-feira (9) contra a proposta.

Organizado pelas servidoras, o evento ‘Cuida do seu decoro, que eu cuido do meu decote’ reuniu cerca de 60 pessoas com lenços que simulavam burcas, decotes, saias e roupas de cores berrantes. Todas as vestimentas iam contra a sugestão que a Primeira Secretaria da Casa estuda.

Na página do evento no Facebook, a jornalista Deli Dias reclamou da possível mudança na regra: "Minissaia não diz quem eu sou, não diminui minha competência, responsabilidade e seriedade”.

Protesto contra proibição do decote na Câmara


O primeiro-secretário, deputado Beto Mansur (PRB-SP), uma espécie de prefeito da Casa, anunciou que começou a estudar o dress code, após receber uma sugestão da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ).

A proposta da deputada proíbe decotes e minissaias. O texto prevê para as mulheres tailleur com saia social e paletó, terninho, vestidos e saias, que não podem ultrapassar o comprimento do joelho.

Já os homens, de acordo com a deputada, devem usar calça social, paletó ou blazer, terno, camisa social e gravata. O sapato deve ser social e, quando permitido, tênis discretos e limpos. Chinelos estão proibidos.

Pelas regras atuais, é exigido traje passeio completo ou uniforme nos locais onde os parlamentares frequentam, como plenário e salão verde, sem diferenciação de gênero. No entanto, a fiscalização é mais rígida com os homens.

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