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08/09/2015 17:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Citados na Lava Jato, Edinho e Mercadante evitam a imprensa

Montagem/Estadão Conteúdo

Vizinhos da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, os ministros Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, e Aloizio Mercadante, da Casa Civil, evitaram a imprensa após a reunião da coordenação política desta terça-feira (8). Ambos são acusados de receber repasses milionários do empresário Ricardo Pessoa, preso na Operação Lava Jato.

Em vez de Edinho, que costuma falar com a imprensa, o responsável por anunciar a estratégia do governo para resolver o déficit do orçamento foi o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini.

Mercadante e Edinho foram orientados a adotar a mesma postura do Partido dos Trabalhadores para conter a crise. Uma ala do PT tem defendido que os integrantes do partido citados na Operação Lava Jato, seguros da sua condição, assumam a responsabilidade e não deixem a culpa respingar no partido.

Há petistas que entendem que, se os ministros se afastam do cargo, eles assumem que erraram e colocam o nome do partido em jogo. Essa foi a mesma argumentação para a defesa contundente do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto.

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No lugar de Edinho e do vice-presidente Michel Temer, que não compareceu a reunião - também para evitar desgaste - , Berzoini anunciou que o governo estuda reajuste de impostos como a Cide, que incide no preço dos combustível, e assegurou que nenhum programa social será cortado.

Berzoini, no entanto, admitiu que o governo pode alinhar alguns programas a atual proposta orçamentária, que conta com déficit de R$ 30,5 bilhões.

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