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06/09/2015 13:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Fundador do PMDB, Jarbas Vasconcelos vê saída de Dilma como 'inevitável', mas vê saída de Cunha como mais importante

Montagem/Estadão Conteúdo

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) vê as situações da presidente Dilma Rousseff e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como ‘inevitáveis’. Em entrevista à revista IstoÉ, o parlamentar – que é um dos fundadores do PMDB – vê um cenário político que jamais testemunhou em seus 45 anos de vida pública.

“Eu posso garantir que nunca vi nada parecido. Na ditadura, fui um dos poucos com condições de denunciar prisões e torturas. Na década de 70, tivemos muitos momentos de apreensão e inquietações. Mas nem naquela época vivemos um momento parecido com esse quadro de degradação e incertezas que vivenciamos agora. Estamos em um processo que está chegando ao final”, disse Vasconcelos.

O deputado federal não se arriscou a fazer previsões, porém destacou que vê cenários para o impeachment ou a renúncia de Dilma – a qual, segundo ele, “parece viver no mundo da lua quando fala”. Vasconcelos ponderou ainda que o País está chegando perto do fundo do poço e que, então, “a ficha dela vai cair”.

“As pessoas próximas a ela já podiam falar que estamos chegando ao final. Aí, ela renunciaria ao mandato e livraria o País desse processo desgastante que é o de impeachment”, emendou o peemedebista. Entretanto, antes da queda de Dilma, Vasconcelos vê como necessária a resolução da situação de Cunha, que segue à frente da Câmara.

“Ele (Cunha) pisoteou a moral e a ética da Câmara e ficou sem condições de presidi-la. Imagina se a Dilma insiste em ficar no cargo e esse cenário desemboca no processo de impeachment? Como vamos ter uma figura dessas comandando o processo? Antes de pensar em sucessão e na saída efetiva da Dilma, a gente tem de resolver primeiro a saída do Cunha. Estamos trabalhando no manifesto que defende sua saída”.

Vasconcelos acredita que o apoio dos aliados que ainda mantém Cunha na posição que ocupa cairá, tão logo o Supremo Tribunal Federal (STF) abra uma ação penal contra ele. É uma situação inevitável. Como a de Dilma, completou.

“Acredito que é inevitável a saída dela. O (senador Fernando) Collor perdeu o mandato com quase dois anos de governo. Dilma acabou de completar oito meses de mandato e já vive essa crise política. O governo Dilma apodreceu antes mesmo do tempo de uma gestação. É por isso que eu acredito que a gente caminha para a sua saída”, finalizou.

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