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04/09/2015 12:38 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Bilionário egípcio quer comprar uma ilha para abrigar os refugiados do mundo

Matt Cardy via Getty Images
BICSKE, HUNGARY - SEPTEMBER 04: Migrants protest outside a train that they are refusing to leave for fear of being taken to a refugee camp from the train that has been held at Bicske station since yesterday on September 4, 2015 in Bicske, near Budapest, Hungary. According to the Hungarian authorities a record number of migrants from many parts of the Middle East, Africa and Asia are crossing the border from Serbia. Since the beginning of 2015 the number of migrants using the so-called Balkans route has exploded with migrants arriving in Greece from Turkey and then travelling on through Macedonia and Serbia before entering the EU via Hungary. The massive increase, said to be the largest migration of people since World War II, led Hungarian Prime Minister Victor Orban to order Hungary's army to build a steel and barbed wire security barrier along its entire border with Serbia, after more than 100,000 asylum seekers from a variety of countries and war zones entered the country so far this year. (Photo by Matt Cardy/Getty Images)

Em meio à maior crise de refugiados do mundo desde a Segunda Guerra Mundial, o bilionário egípcio Naguib Sawiris anunciou que quer comprar uma ilha para abrigar as famílias que buscam uma nova vida longe das guerras e da perseguição.

Terceiro homem mais rico do Egito, segundo a revista Forbes, o empresário de telecomuinicações publicou um tuíte manifestando sua intenção de adquirir terras no Mediterrâneo.

"Grécia ou a Itália, me vendam uma ilha e declarem sua independência para abrigar lá imigrantes e proporcionar trabalho no desenvolvimento do novo país", escreveu.

"Ideia louca, talvez, mas pelo menos é [uma solução] temporária até que eles possam retornar aos seus países de origem", acrescentou em outro post.

Naguib, que falou com a agência francesa AFP após a publicação de seu tuíte, acredita que sua ideia é viável e que ele seria capaz de construir um novo país a partir do zero, investindo fortemente em infraestrutura.

"Existem dezenas de ilhas que são desertas e poderiam acomodar centenas de milhares de refugiados", disse Sawiris em entrevista nesta quinta-feira.

Não é uma investida simples, reconhe o empresário. Antes de tudo, é preciso convencer os países a lhe vender uma ilha e obter o direito de existência legal de um novo país.

Mas, pelo menos, os refugiados serão tratados como "pessoas" e não como "bestas", defende o empresário.

Segundo dados da Organização Internacional de Migrações (OIM), mais de 350 mil imigrantes e refugiados cruzaram o Mediterrâneo e chegaram à Europa este ano, e 2.643 morreram na tentativa.

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