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Jovens da favela da Rocinha criam startup de games

31/08/2015 11:07 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02
Divulgação

Três jovens de 15 anos, moradores da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, criaram uma startup de games e agora estão com uma campanha na internet para arrecadar dinheiro e dar continuidade ao projeto.

A Favela Game, como foi batizada a empresa, nasceu com o objetivo de representar a comunidade de forma positiva.

Em vez de violência, o jogo desenvolvido pelo trio traz para o mundo dos games a dança do passinho, coreografia que é febre nas favelas cariocas. “Identificamos que faltava representatividade positiva das favelas e queríamos fazer algo para melhorar isso”, conta Francisco Ronaldo, que criou o jogo junto com os amigos Julia Ferreira e Allison Cavalcante.

Toda a ideia surgiu durante uma oficina da ONG Tunnel Lab, que busca levar aos jovens da Rocinha o interesse por empreendedorismo e tecnologia. “Eu não tinha conhecimento sobre tecnologia. Pensava que era só Facebook e redes sociais. Agora descobri que tudo o que a gente usa tem tecnologia por trás”, afirma Ronaldo.

Com a ajuda de um programador e de uma dançarina – que aparece no jogo fazendo as coreografias do passinho -- o trio de estudantes desenvolveu o jogo e o colocou na rede. A primeira versão do Passinho Dance pode ser baixada por celulares Android.

O projeto chamou a atenção do Espaço Nave, uma pré-aceleradora de startups da universidade Estácio de Sá, que selecionou a Favela Games para receber mentoria. “Estou muito empolgado com esse programa. O Espaço Nave é muito inovador e somos os únicos adolescentes lá. Vamos batalhar para levar o Favela Game mais longe”, afirma Ronaldo.

Agora, os estudantes buscam uma forma de financiar a continuidade do projeto através de uma campanha de crowdfunding na internet. O objetivo é ousado: arrecadar 45,6 mil reais. Para doar, clique aqui. A campanha vai até a próxima terça-feira (1º/9).

Para Julia Moura, diretora-executiva da Tunnel Lab, a missão de despertar o interesse dos jovens foi cumprida. “O currículo deles já está completamente diferente, e eles já têm uma visão de mercado diferente e habilidades que a maioria das pessoas não tem”, afirma.

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