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25/08/2015 18:13 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Campanha de Gleisi foi financiada com propina, dizem delatores da Lava Jato

Montagem/Estadão Conteúdo

Os delatores da Operação Lava Jato Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef confirmaram à CPI da Petrobras que houve repasse de recursos provenientes de propina para a campanha de 2010 da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

"O valor foi repassado integralmente para a campanha da senadora. O Alberto efetuou esse pagamento", contou Costa. Segundo os delatores, foi repassado R$ 1 milhão à campanha da petista, com intermediação de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo.

"Quem me fez o pedido para a campanha da Gleisi foi Paulo Roberto Costa e eu fiz o repasse. Reitero o meu depoimento anterior", disse Youssef.

Mais cedo, Youssef disse não conhecer o ex-ministro Antonio Palocci, mas afirmou que um outro delator ainda vai esclarecer o suposto pedido feito pelo petista por recursos provenientes de propina para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010. "Vou me reservar ao silêncio porque existe uma investigação nesse assunto do Palocci e logo vai ser revelado", respondeu.

O doleiro repetiu na CPI da Petrobras que, em seu entendimento, havia conhecimento do Palácio do Planalto sobre o esquema montado na estatal. Costa teria pedido uma "sinalização" ao Planalto sobre mudanças no comando do PP e a continuidade do esquema.

Pagamentos questionados

A senadora também acusada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações penais da Lava Jato em Curitiba, de ter recebido "pagamentos sem causa”. Ela rebateu as acusações, disse que "não recebeu pagamento nenhum”.

Gleisi ressaltou que nunca teve contato com a empresa de tecnologia Consist, envolvida em desvios de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento.

A senadora negou ainda que tenha tido despesas pagas por Guilherme Gonçalves, advogado da coligação nas três eleições majoritárias que disputou (em 2008, 2010 e 2014), por meio da empresa Consist.

"Utilizei o motorista dele algumas vezes quando não tinha escritório em Curitiba. Desconheço que ele tenha pagado multa para mim, é bem possível, porque ele era meu advogado eleitoral. Mas desconheço de onde ele tenha tirado esses recursos”.

Gleisi afirmou que sua advogada entrou com uma petição pedindo o relatório que foi enviado ao Supremo Tribunal Federal pelo juiz Sérgio Moro.

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