COMPORTAMENTO

Três histórias que vão provar que a terceira idade está com tudo!

23/08/2015 08:54 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Montagem/Getty Images/Reprodução TV Globo e Facebo

Já foi o tempo em que as pessoas associavam a terceira idade ao uso de bengalas e cuidados especiais. Atualmente, os idosos estão viajando mais, sendo mais independentes e, no caso de Leonides Victorino, Ernestine Sheperd e Sadie Sellers, também estão mais determinados e cheios de sonhos para realizar.

o globo

Dona Leonides, que aprendeu a ler aos 67 anos e se formou na universidade menos de uma década depois

Aos 79 anos, Leonides se formou em História da Arte na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) este ano. E este não foi o único desafio da idosa, que aprendeu a ler a escrever apenas aos 67 anos.

“Eu era meio triste, as pessoas falavam que eu era analfabeta, parecia que tinha uma faca que cortava o coração”, disse ao G1.

O caminho de Leonides até a realização de seus sonhos foi longo. Nascida em Leopoldina, em Minas Gerais, ela começou a trabalhar na lavoura quando tinha apenas cinco anos de idade.

Foi só quando completou 14 anos que se mudou para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como doméstica e lavadeira. No trajeto para o trabalho, ela costumava passar em frente a uma universidade que estava em construção sonhava em estudar lá um dia.

Por meio do Programa de Educação de Jovens e Adultos da rede municipal do Rio de Janeiro e do programa destinado à terceira idade na universidade, doa Leonides realizou dois grandes sonhos.

"Quando a gente quer uma coisa, só se for um motivo de força maior que pode fazer a gente desistir. O saber não ocupa lugar."

ernestine shepherd

Ernestine Shepherd em um concurso de fisiculturismo

A americana Ernestine Shepherd também começou a se dedicar ao seu sonho depois de mais velha, e conseguiu realizá-lo aos 75, quando ela entrou para o livro dos recordes como a fisiculturista mais velha do mundo.

A dedicação começou aos 56 anos, quando ela e a irmã Velvet decidiram se exercitar para entrar em forma. Pouco tempo depois, Velvet morreu vítima de um aneurisma cerebral, o que deixou Shepherd transtornada e quase a fez desistir, mas uma lembrança falou mais alto, disse ao Globo Esporte.

"Antes de morrer ela [Velvet] disse: 'nós duas ainda vamos entrar para o livro dos recordes'. Então eu busquei forças e decidir que iria voltar a treinar"

Inspirada pelo filme Rocky Balboa (1976) e com uma rotina rigorosa de alimentação e exercícios, Sheperd realizou seu sonho em 2010. Hoje, ela ainda mantém a boa forma correndo cerca de 16 km todos os dias e dando aulas em academias.

"Fico muito feliz e honrada por estar no livro dos recordes. Eu realizei o sonho da minha irmã. E tudo com a ajuda da minha família, do Yohnnie [o treinador]. Isso é maravilhoso!"

A mesma coragem de desafiar padrões de dona Leonides e de Shepherd, também faz parte do espírito de Sadie Sellers, uma senhora britânica de 79 anos que fugiu do asilo para fazer a primeira tatuagem.

Sellers conta que em uma das visitas da família, sua neta Samantha havia lhe mostrado suas tatuagens, e ela se empolgou para fazer uma também.

Samantha então levou a avó ao estúdio sem avisar ninguém. Quando perguntaram o que o restante da família iria achar, Sadie respondeu uma verdadeira lição de vida:

"Eu não ligo! Quando se tem a minha idade, você simplesmente tem que viver a vida ao máximo todos os dias."

O pai de Samantha, Tony Sellers, foi pego de surpresa, mas aprovou a atitude da mãe. "Ela é uma velhinha com ossos frágeis, é por isso que ela tem a cadeira de rodas, mas isso não pareceu intimidá-la", brincou. Segundo o filho, Sadie fez muito sucesso no asilo com o novo coração no braço esquerdo.


Quem não iria querer vovós assim, certo? Ponto para a experiência!

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