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Servidores estaduais do Rio Grande do Sul fazem paralisação em protesto contra parcelamento de salário imposto pelo governo

20/08/2015 13:13 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Estadão Conteúdo/Thiago Oliveira

Desde quarta-feira (20) servidores estaduais do Rio Grande do Sul iniciaram paralisação geral que deve durar até amanhã (22). Funcionários da educação, da brigada militar e da área da saúde reduziram os serviços e atendem somente a situações de emergência.

Eles protestam contra as medidas do governo para combater a crise financeira do estado, que optou por parcelar salários acima de R$ 2.150. Também criticam outros projetos de ajuste fiscal encaminhados pelo governo à Assembleia Legislativa.

Segundo a Folha de S.Paulo, a Brigada Militar reduziu os serviços em 20%. Das cerca de 3.000 escolas, 95% aderiram à greve.

Após os três dias, os servidores estaduais manterão o estado de greve. O funcionalismo definiu que, se no dia 31 de agosto o Executivo não pagar os vencimentos de forma integral, a paralisação será retomada automaticamente até o dia 3 de setembro, quando haverá um chamamento público unificado em Porto Alegre para deliberar sobre a continuidade do movimento por mais tempo.

Crise no Rio Grande do Sul

No mês de julho, o Executivo parcelou o salário dos servidores com uma linha de corte de R$ 2.150. Quitou os vencimentos 12 dias depois e, para isso, atrasou outras obrigações, como a parcela da dívida com a União.

Por causa da inadimplência com o governo federal, as contas do estado estão bloqueadas desde a última terça-feira, até atingirem o montante devido à União, de R$ 265 milhões.

Com o agravamento da crise, é dado como certo um novo parcelamento dos vencimentos em agosto, e possivelmente com uma linha de corte menor, já que no dia 31 haverá pouquíssimo dinheiro em caixa. A situação, se confirmada, resultará no prosseguimento da greve.