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20/08/2015 14:44 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Premiê da Grécia, Alexis Tsipras, renuncia ao cargo e convoca eleições antecipadas

Reuters

É oficial. O premiê da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou nesta quinta-feira (20) sua renúncia ao cargo, para o qual foi eleito em janeiro.

"Apresento, diante de todos, minha renúncia. Serão os cidadãos gregos quem vão decidir", afirmou Tsipras.

Quem assume o governo diante da saída de Tsipras é Vasilikí Thanou, líder do Tribunal Supremo da Grécia.

Segundo o jornal El País, um governo de transição deve assumir o poder na próxima segunda-feira (24).

A renúncia de Tsipras vem em um momento em que o premiê conquistou o apoio parlamentar para o programa de resgate internacional na semana passada com uma margem confortável, mesmo diante de severas críticas de membros do Syriza, partido pelo qual ele foi eleito.

Segundo a BBC, a "rebelião" do partido contra Tsipras mostra que o premiê perdeu a maioria no parlamento. Sua esperança, com as novas eleições, é conter a rebelião no Syriza e selar o apoio ao programa de resgate.

O país recebeu a primeira parte do pacote na terça-feira (18) e, dessa forma, consegue pagar parte do débito que tem com o Banco Central Europeu (BCE) e evitar um calote. O pacote todo deve ser entregue à Grécia ao longo de três anos.

Em julho, os gregos foram às urnas para um referendo onde a maioria da população se opôs às medidas exigidas pela troika para que o resgate fosse concedido. No entanto, alguns pontos foram "flexibilizados" para que o país pudesse continuar na Zona do Euro.

"Alguns membros do meu partido queriam voltar o dracma", explicou o premiê, se referindo à antiga moeda do país. Diante da incerteza antes do referendo, o retorno à moeda chegou a ser considerada uma forte possibilidade.

No atual momento, uma eleição antecipada pode permitir que Tsipras capitalize sobre sua popularidade com eleitores gregos antes que as partes mais austeras do programa comecem a surtir efeito e podem possibilitar que retorne ao poder em uma posição mais forte, sem o peso dos rebeldes antirresgate da esquerda radical do Syriza.

É amplamente esperado que Tsipras, muito popular entre seus apoiadores por tentar enfrentar os credores do país, a zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI), retorne ao poder, com a oposição em desarranjo.

"Nós conseguimos governar o nosso país de uma maneira distinta. Decidimos mudar o futuro", finalizou.

(Com informações das agências de notícias)

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