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Movimentos sociais vão às ruas contra o impeachment de Dilma Rousseff

20/08/2015 15:15 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
RODRIGO FÉLIX LEAL/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Manifestações convocadas por movimentos sociais contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff já tomam conta de ruas em diversas cidades brasileiras.

Apesar de defenderem a permanência de Dilma no poder, os manifestantes criticam medidas do governo federal como o ajuste fiscal e a Agenda Brasil, um pacote de soluções proposto pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Prestes a ser denunciado por corrupção, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também é alvo dos protestos.

Os atos foram organizados por CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST (Movimento dos Sem-Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), UNE (União Nacional dos Estudantes) e CMP (Central de Movimentos Populares) e estavam programados para acontecer em 32 cidades brasileiras. Veja como estão os protestos na tarde desta quinta-feira (20).

Rio de Janeiro, RJ

Na capital fluminense, manifestantes do MTST caminharam pela Avenida Rio Branco em direção a Cinelândia. "Não vamos aceitar essa Agenda Brasil, dos ricos contra os pobres. Somos contra essa movimentação golpista que está se dando pelos setores conservadores. Contra a cúpula conservadora que está instalada no governo, ainda mais contra o Eduardo Cunha que tem se mostrado um dos líderes dos conservadores", afirmou ao Estado de S. Paulo Guilherme Simões, um dos líderes do ato do MTST no Rio.

A organização estima que 600 pessoas participaram do protesto, que terminou em frente ao escritório de Cunha, no centro da cidade.

protesto rio

Curitiba, PR

Com 2.000 pessoas (ou 300, segundo a PM), o protesto em Curitiba (PR) pode ter sido um dos maiores deste 20 de agosto. Os manifestantes no Paraná protestaram não só contra Eduardo Cunha mas também contra a terceirização e favor da manutenção dos cerca de 20 mil empregados do HSBC, da democracia e da Petrobras.

Fortaleza, CE

Militantes do PSOL e membros do MTST protestaram na praça da Bandeira e seguiram em passeata até a reitoria da UFC (Universidade Federal do Ceará), cujos professores e funcionários estão em greve. "Contra o ajuste fiscal da presidente Dilma e o avanço da direita golpista", dizia uma das faixas, de acordo com o Estado de S. Paulo.

Campo Grande, MS

A manifestação em Campo Grande reuniu mais de mil pessoas, segundo estimativa dos organizadores. A PM não divulgou números do protesto. As críticas foram direcionadas a Eduardo Cunha, Renan Calheiros e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

"O Eduardo Cunha tem que pagar por erros cometidos e ser afastado da presidência da Câmara. Já o Renan descumpre acordo com as centrais sindicais ao tentar aprovar, em regime de urgência, projetos de terceirização e que pretende cobrar de parte da população os atendimentos do SUS", disse o presidente local da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Genilson Duarte.

Belém, PA

Os manifestantes pedem respeito à democracia e melhorias na Saúde no protesto que acontece em Belém. Segundo os manifestantes, 1.500 pessoas estão reunidas no centro da cidade. Já a PM, estima o número em 300 participantes. Segundo o Estado de PT, PCdoB, e PSol participam do ato.

Maceió, AL

Manifestantes se reuniram debaixo de chuva na Praça Sinimbú, no centro da capital.

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