MULHERES

Pela primeira vez na história, duas mulheres concluem o curso do grupo de elite do Exército americano

19/08/2015 16:21 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
John Moore via Getty Images
TAJI, IRAQ - APRIL 12: A U.S. Army trainer watches as an Iraqi recruit fires at a military base on April 12, 2015 in Taji, Iraq. U.S. forces, currently operating in 5 large bases throught the country, are training thousands of Iraqi Army combat troops, trying to rebuild a force they had origninally trained before the U.S. withdrawal from Iraq in 2010. Members of the U.S. Army's 5-73 CAV, 3BCT, 82nd Airborne Division are teaching members of the newly-formed 15th Division of the Iraqi Army, as the Iraqi government launches offensives to try to recover territory lost to ISIS last year. (Photo by John Moore/Getty Images)

Duas militares americanas quebraram uma barreira semelhante à enfrentada pela personagem da atriz Demi Moore no filme Até o Limite da Honra, de 1997, em que uma mulher finalmente conseguia concluir um exaustivo curso para ingressar em um grupo de elite do Exército dos Estados Unidos.

Ao lado de 94 homens, as duas mulheres, que não tiveram suas identidades reveladas, enfrentaram 62 dias de treinamento intenso dos Rangers, que ensina a "superar o cansaço, a fome e o stress durante operações de combate de unidades menores", de acordo com uma declaração do Exército. A formatura ocorrerá na sexta-feira, dia 21.

Quando começou, em abril, o curso contava com 400 soldados - entre eles, apenas 19 mulheres - e incluiu treinamento em florestas, terrenos montanhosos e pântanos. Apenas 96 soldados conseguiram concluir o curso, o primeiro dos Rangers a permitir a presença feminina.

Entre os desafios superados pelas duas mulheres, o Exército destacou, entre outras atividades, um teste de aptidão física que consiste em 49 flexões de braço, 59 abdominais, uma corrida de 8 quilômetros em 40 minutos, seis flexões na barra e 19 quilômetros de marcha em três horas, além de três saltos de paraquedas, quatro dias de escalada militar e 27 dias de simulação de combate.

Segundo o jornal The Guardian, 12% dos soldados enviados pelos Estados Unidos ao Iraque e ao Afeganistão são mulheres, mas elas representam apenas 2% das mortes entre militares americanos nessas guerras.

O Exército americano reluta em permitir a presença de mulheres em unidades de combate. Como a experiência nesses grupos é um fator importante na carreira militar, elas estão sempre em desvantagem para alcançar altos cargos.

O grande feito das duas mulheres não põe fim a outra barreira: elas concluíram o curso, mas não poderão integrar a unidade dos Rangers, postos reservados exclusivamente aos homens. Por enquanto.

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