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19/08/2015 09:57 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

IBC-Br em queda no 2º trimestre aponta economia em recessão

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou queda de 1,89% no segundo trimestre do ano em relação ao primeiro, na série com ajuste do BC.

O resultado ficou próximo do teto das estimativas apuradas pelo AE Projeções com 20 casas, que ia de -1,30% a -1,90%. A mediana dessa amostragem era de -1,80%.

O indicador revela, no entanto, que a economia está em recessão. Isso porque nos primeiros três meses de 2015 ante o último trimestre de 2014, já havia sido constatada uma baixa nessa série dessazonalizada.

No primeiro trimestre deste ano, o IBC-Br mostrou que a economia brasileira havia recuado 0,88% sobre o último trimestre de 2014 que, por sua vez, teve contração de 0,45% na mesma base de comparação.

Na comparação entre o segundo trimestre de 2015 e o mesmo período de 2014, sem ajuste sazonal, o IBC-Br ficou em -3,09% ante previsão mediana de 17 instituições financeiras, de -3,10%, dentro de um intervalo de expectativas de recuo de 3,00% a 3,30%. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Os dados do BC mostram ainda que o IBC-Br registrou recuo de 2,04% no primeiro semestre de 2015 na comparação com a segunda metade de 2014, segundo a série com ajuste sazonal da instituição.

Na comparação dos primeiros seis meses deste ano com idêntico período do ano passado, o recuo está ainda maior, de 2,49%, levando-se em conta os dados observados.

O Banco Central revisou a série do IBC-Br, como faz todos os meses. Em maio, a alta de 0,03% foi trocada pela de 0,06%. No caso de abril, a baixa de 0,88% foi substituída por queda de 0,97%. Em março, a variação deixou de ser de -1,53% e passou para 1,51%. Em fevereiro, a taxa de +0,71% foi substituída pela de +0,72%. Em janeiro, a taxa de -0,16% passou a ser de -0,10%.

Todos os dados são referentes às variações na margem, na série com ajuste sazonal.

Em dezembro do ano passado, o resultado de -0,95% foi substituído por -1,02%. Em novembro de 2014, o dado de -0,22% foi mantido. Em outubro, mudou de uma queda de 0,44% para uma baixa de 0,45%. Em setembro, a elevação de 0,66% deu lugar a uma alta de 0,70%. Em agosto, o avanço de 0,05% foi mantido.

Segundo pesquisa Focus do BC, que ouve semanalmente uma centena de economistas, o PIB brasileiro deve encolher 2,01% neste ano e 0,15% no próximo. Se confirmado, o país terá registrado a pior recessão em 25 anos.

(Com informações da Estadão Conteúdo e Reuters)

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