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Cientistas dizem ter criado cérebro humano em laboratório

19/08/2015 14:35 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Pesquisadores da Ohio State University anunciaram a criação de um cérebro humano quase completo.

De acordo com a equipe de cientistas, o cérebro em miniatura tem a maturidade de um feto de cerca de cinco semanas.

Apesar de ser menor que uma bola de gude, o órgão dispõe de quase todos os tipos de células e todas as regiões de um cérebro completamente formado.

Rene Anand, chefe da equipe que fez a descoberta, disse que o cérebro foi criado a partir de células da pele adultas, que foram reprogramadas para se tornarem células-tronco.

Crédito: Ohio State University

Para continuar o desenvolvimento completo do cérebro, disse Anand, seria necessário criar uma rede de vasos sanguíneos que ainda estão além das possibilidades dos pesquisadores. Por ora, o órgão não "pensa", não tem estímulos sensoriais e nem consciência.

É sério?

Em geral, uma grande descoberta é apresentada à comunidade científica por meio da publicação de artigos em publicações de prestígio, devidamente revisadas por outros cientistas.

Mas, neste caso, Rene Anand preferiu apenas descrever o cérebro artificial durante um simpósio acadêmico que ocorreu na Flórida nesta terça (18).

Segundo o Guardian, Anand escolheu não abrir os dados da pesquisa porque está patenteando as técnicas utilizadas para criar o cérebro.

Por isso, é difícil prever o real impacto da descoberta e a confiabilidade das informações disponibilizadas pelo criador do "minicérebro".

Afinal, sem a chamada revisão por pares -- quando cientistas colocam à prova dados apresentados em uma pesquisa -- não há como medir quanta verdade há nas afirmações de Anand.

Se as promessas se confirmarem, a técnica pode revolucionar a neurociência. O minicérebro pode ser bastante útil, por exemplo, para cientistas que estudam doenças de desenvolvimento, além de servir também para testes de novas drogas.

É possível, também, que qualquer paciente encomende um "cérebro-cobaia" particular a partir das próprias células da pele, a fim de diagnosticar problemas genéticos e dosar medicamentos sem procedimentos invasivos.

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