COMPORTAMENTO
19/08/2015 18:43 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

7 lições de vida das personagens mais pessimistas da cultura pop

Talvez um copo meio vazio não seja tão mau assim.

Apesar do que se diz sobre o lado bom das coisas, também há muita ciência por trás do pessimismo. Pesquisas sugerem que ele pode nos ajudar a viver mais, administrar a ansiedade e até mesmo melhorar nossa produtividade.

Na verdade, tudo é questão de equilíbrio. Pensamentos negativos não fazem bem, e a felicidade é muito melhor que a tristeza.

Mas falar é fácil. E ninguém sabe melhor disso que estas personagens pessimistas de desenho animado.

Veja algumas das nossas frases e lições de vida prediletas que tiramos destes ícones tristonhos da infância:


Bisonho, o otimista ‘realista’

Apesar de ser um dos personagens de desenho mais pessimistas de todos os tempos, o amado burro da turma do Ursinho Pooh ainda nos faz rir. Considere essa declaração sombria, mas ligeiramente otimista:

“Ainda está nevando”, disse Bisonho, sombriamente.

“Sim, está.”

“E está muito frio.”

“Está?”

“Sim”, disse Bisonho. “Mas”, disse ele, se animando um pouco, “não tivemos um terremoto ultimamente”.

Isso é o que chamamos de realismo otimista, que combina o lado positivo dos otimistas com a análise racional dos pessimistas. Estudos mostram que esse tipo de pessoa pode ser mais feliz , pois tem o melhor dos dois mundos quando se trata de percepção.


Charlie Brown, o pessimista ‘defensivo’

Charlie Brown pode ser muito azarado, mas ainda assim nos traz pílulas de sabedoria. Veja esta observação sobre o pessimismo que ele oferece a seu melhor amigo, Linus Van Pelt.

A vida com certeza pode ser difícil, mas tudo fica mais fácil se encararmos um dia de cada vez.

“A vida é difícil, não, Charlie Brown?”

“Sim, mas criei uma nova filosofia. Só temo um dia de cada vez.”

O pessimismo defensivo (em outras palavras, preparar-se para o pior mesmo sabendo racionalmente que o pior não vai acontecer) pode ser uma ferramenta útil para administrar a ansiedade, segundo pesquisadores do Wellesley College.


Oscar, o pessimista ‘compreensivo’

Oscar é possivelmente o personagem mais resmungão da cultura pop, mas até ele pode nos ensinar algumas coisas quando se trata de aceitar uma situação ruim. Tome, por exemplo, esta conversa que ele teve com Garibaldo durante uma nevasca na Vila Sésamo:

“Amo esse tempo ruim. Preciso esfriar esse chocolate quente para que ele fique ainda mais gostoso.”

“Oi, Oscar.”

“Ei, que é que há, Garibaldo? Linda tempestade. Você deveria estar feliz.”

Oscar entende que a neve não é ideal, mas está feliz apesar dela. Uma visão realista de uma circunstância inevitável? Nada mau.


Zangado, o otimista ‘relutante’

O anão Zangado só pensava em tragédias e coisas ruins – e não queria saber da Branca de Neve quando ela apareceu na casa. A lição de vida? Não importa se você é a pessoa mais negativa do mundo. Sempre há algo positivo na amizade (pesquisas mostram que as pessoas queridas reduzem o estresse).


Garfield, o otimista ‘acidental’

Além de apreciar um cochilo (e, como sabemos, eles trazem muitos benefícios para a saúde), Garfield pode nos ensinar com uma simples frase como o pessimismo pode gerar otimismo, mesmo que por acaso:

“Faça todas as refeições como se fossem a última.”

Viver no presente aumenta o bem-estar. Pensar em algo como “o último” pode parecer negativo, mas também tem seu lado positivo.


Daria Morgendorffer, a pessimista ‘motivacional’

Isso nunca teria dado certo.

Daria, a rainha do sarcasmo dos anos 1990, é conhecida por falar verdades. É claro que elas nem sempre são positivas, mas há muita sabedoria a se tirar da “motivação” de Daria. Ela soa como alguém que pensa muito nas melhores maneiras de atingir um objetivo versus a energia necessária para alcançá-lo.

O primeiro passo para alcançar uma meta é saber do que você vai precisar para chegar lá. Caia sete vezes, mas levante-se oito, certo?


O Grinch, o pessimista ‘em recuperação’

O coração dele pode ser pequeno demais na maioria das histórias, mas ele sempre se redime no final (e não é isso que importa?).

É a prova de que a mais rabugenta das pessoas pode se beneficiar se deixar a negatividade de lado.

Esquecemos de algum pessimista? Conte nos comentários abaixo.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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