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Protestos antigoverno registram casos de agressão a pessoas críticas às manifestações

17/08/2015 11:41 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reprodução Youtube

Em alguns dos protestos que aconteceram em 149 cidades do país no último domingo (16) e mobilizaram cerca de 790 mil pessoas-- segundo estimativas feitas pela Polícia Militar-- foram registradas agressões a pessoas que se opunham às ideias dos manifestantes ou simplesmente pessoas que utilizavam roupas vermelhas.

No Paraná, dois casos foram filmados. Um deles aconteceu em Curitiba, no protesto que reuniu 60 mil manifestantes. Diego Davoli, foi agredido por cinco homens por usar uma camisa vermelha estampando o Che Guevara, segundo relato. No tumulto, uma jovem de 14 anos também foi agredida na cabeça ao tentar apartar a briga.

Hoje centenas de milhares de brasileiros se manifestaram contra a ditadura do PT, nessa ditadura não se pode pensar...

Posted by Diego Davoli on Domingo, 16 de agosto de 2015


Em Londrina, onde a manifestação reuniu 20 mil pessoas, dois estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) também foram hostilizados e agredidos. Fernando Andrade Ferreira e Vivian Verdai Pereira, seguravam uma faixa contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e usavam vermelho.


A polícia interveio e impediu que a agressão continuasse. Nenhum manifestante foi preso.

No Rio de Janeiro, no protesto na orla de Copacabana que reuniu milhares de pessoas, um homem que utilizava vermelho e se posicionou a favor do governo teve que ser escoltado por seis policiais até um táxi para evitar que fosse gravemente ferido pelos manifestantes. Segundo o R7, o homem disse que é funcionário público e veio do Recife (PE) para morar no Rio de Janeiro. Ele relata ter gritado “viva” e “democracia” antes de ser agredido.


Em São Paulo, onde ocorreu a maior concentração de manifestantes com 350 mil pessoas nas ruas da cidade, outras três pessoas foram hostilizadas e agredidas. O primeiro, um motociclista que tentava transitar na Avenida Paulista e que teve sua moto derrubada pelo pequeno grupo que protestava a favor da intervenção militar. Ele teve o capacete arrancado e foi agredido no rosto, segundo o IG. "Esse pessoal que quer ditadura não tem como conversar. Se precisar, testemunharei contra a agressora para ajudar a puni-la", disse ele.

O outro caso aconteceu com Paolo, um senhor que caminhava pela Avenida Paulista e tentou argumentar com um grupo que insultava feministas. Segundo o El País, ele rebateu dizendo que a inquisição havia matado muitas mulheres e teve como resposta gritos como "vai pra Cuba” , "viva a direita" e "viva Bolsonaro".


Um relato do Facebook conta o caso de uma senhora vestida de vermelho que foi chamada de "putinha do Lula" e "velha doida". Ela replicou os insultos dizendo "vivi a época da ditadura, vou morrer lutando contra ela".

"Putinha do Lula, putinha do Lula". Mais respeito, minha filha, mais respeito. "Vagabunda, vagabunda!!!" Não, minha...

Posted by Luciano Marra on Domingo, 16 de agosto de 2015


Essa manifestação foi maior do que a organizada em abril, que reuniu 660 mil presentes. A principal motivação foi o pedido de impeachment da presidente e críticas à corrupção e ao Partido dos Trabalhadores (PT).

(Com informações Estadão Conteúdo)

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