MUNDO

Explosões de Tianjin liberam composto químico altamente tóxico

17/08/2015 10:37 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reuters

Há cerca de 700 toneladas de cianeto de sódio em uma área de 100.000 metros quadrados ao redor do terminal de contêineres onde aconteceram duas potentes explosões na quarta-feira (12) passada, disse nesta segunda (17) o vice-prefeito de Tianjin, no norte da China, Zhang Tingkun.

O vice-prefeito também confirmou que há ainda cerca de 70 pessoas desaparecidas. De acordo com a agência estatal Xinhua, 18.000 contêineres do terminal que continham compostos químicos foram total ou parcialmente destruídos pelas explosões.

A intoxicação por cianeto de sódio pode ser fatal. O produto é um pó muito leve que pode se espalhar pelo ar. Se inalado, o composto químico tem uma forte ação corrosiva e causa irritação na garganta e nas vias respiratórias.

A confirmação de que os contêineres continham cianeto de sódio, além de outros componentes químicos, eleva a preocupação sobre uma eventual contaminação química. Ainda hoje aconteceram novas explosões, acompanhadas de mais incêndios, informa a Xinhua nesta segunda. O calor, o risco das explosões e os gases químicos dificultam os trabalhos de resgate e emergência no terminal.

Vítimas

O número de mortos nas explosões aumentou nesta segunda para 114 após a descoberta de outros dois corpos. Já o número de feridos foi elevado para 700, segundo os últimos dados do governo municipal. Por enquanto só foram identificados 54 dos mortos, afirmou o responsável de imprensa de Tianjin, Gongo Jiansheng.

Enquanto isso, as autoridades do maior porto de mercadorias do norte da China asseguraram que as atividades portuárias voltaram à normalidade depois de mais de quatro dias de suspensão. O porto recebe 40% dos veículos importados pela China e também grandes quantidades de minério de ferro, matéria-prima básica para a indústria siderúrgica nacional, por isso que estes setores foram especialmente afetados pela tragédia.

O maior fabricante japonês de automóveis, a Toyota Motor, anunciou que vai parar até o dia 19 de agosto as operações de três linhas de produção na China por causa dos efeitos das explosões. O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visitou no domingo o lugar do acidente, enquanto a Corte Suprema chinesa anunciou a abertura de uma investigação para esclarecer se houve negligência no acidente, ocorrido em um armazém que guardava materiais químicos perigosos e altamente inflamáveis.

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