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Após protestos, petistas destacam que governo Dilma vai dialogar mais e criticam 'espírito de intolerância' de parte da oposição

17/08/2015 12:58 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Agência Brasil/Estadão Conteúdo

O protesto que tomou as ruas contra a presidente Dilma Rousseff neste domingo (16), mobilizando mais de 600 mil pessoas nas capitais, provocou uma reação da cúpula governista. Se num primeiro momento o governo federal divulgou apenas uma nota em que reconhece a "normalidade democrática" dos atos, esta segunda-feira (17) foi dia de os porta-vozes de Dilma falarem com a imprensa para analisar as manifestações.

Os líderes do governo na Câmara e no Senado, deputado José Nobre Guimarães (PT-CE) e senador José Pimentel (PT-CE), e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, defenderam o direito à manifestação e anunciaram que o governo Dilma vai dialogar mais.

Para o líder da Câmara, a presidente não estava dialogando mais por causa da intolerância na política:

"O espírito de intolerância, manipulado em parte pela oposição, semeia esse ódio. A intolerância não é saudável; ela interdita o diálogo e um valor fundamental da democracia — o contraditório, a divergência."

Os parlamentares ponderaram que, apesar de minoria, houve manifestantes que pediam intervenção militar.

"Tinha muitas faixas, o forte da manifestação pela Fortaleza pedia 'intervenção já' a volta dos militares, vi faixas barra pesada", completou Guimarães.

Tanto ele quanto Pimentel citaram o deputado Jair Bolsanaro (PP-RJ), que participou das manifestações em Fortaleza, como representante da intolerância.

"Se os eleitores de Bolsanaro me vaiarem, estou satisfeito. Porque enquanto nós brigávamos pela democracia, ele quer a volta da ditadura", ressalta Pimentel.

O ministro Edinho Silva afirma que o governo discorda da pauta dos manifestantes — de renúncia ou impeachment de Dilma, mas que está trabalhando para "superar" o cenário que levou as pessoas às ruas.

O trio enfatizou que a Agenda Brasil, no Senado, é uma evidência de que o governo Dilma está dialogando mais para melhorar a governabilidade e superar a crise econômica do País.

Protestos contra o governo Dilma

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