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Tamanho dos protestos vai definir o futuro político do País

16/08/2015 02:47 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Estadão Conteúdo

Numa inversão do processo que historicamente acontece no País, hoje tanto o governo quanto a oposição esperam que o povo decida o rumo que o País vai tomar. Os protestos, previstos para este domingo (16), vão ajudar a definir, por exemplo, se o impeachment da presidente Dilma Rousseff realmente tem apoio popular.

Dados do Movimento Brasil Livre mostram que há atos contra o governo marcados em mais de cem cidades do País e em 13 do exterior. O evento do MBL, no Facebook, conta com mais de 40 mil pessoas confirmadas e um aviso: “Não vamos pagar a conta do PT”.

Se as ruas encherem, como acredita o MBL, quem pede a saída da petista vai ganhar fôlego para buscar maneiras de derrubar o governo. Caso as ruas fiquem mais vazias que nas últimas manifestações, a presidente Dilma e sua equipe ganharão forças para iniciar um longo processo de recuperação.

Os dois cenários são considerados pelo governo e pela oposição. Os dois também trabalham com muito cuidado e atenção para que cada movimento das ruas ganhe um tom próprio.

Dentro do governo, a expectativa é que a manifestação seja um pouco menor que a de 15 de março, mas ainda assim grande e impossível de ser ignorada. Tanto que o monitoramento segue firme na sala do Centro de Comando e Controle, criada para a Copa do Mundo, na qual há como acompanhar, por câmeras de seguranças, as manifestações em tempo real.

Um petista ouvido pelo Brasil Post diz que este é o momento de a presidente continuar com a mudança de postura adotada nos últimos dias. “Percebemos que o clima negativo diminuiu um pouco, mas ele ainda existe. O saldo da semana é positivo, só que nada disso nos permite minimizar a crise política”, afirmou.

Em Brasília, a presidente deverá acompanhar a repercussão dos atos do Palácio da Alvorada. O vice-presidente, Michel Temer, estará em São Paulo.

Entre os oposicionistas, o cenário também é de incertezas. Embora insistam que a população deve ir às ruas pedir novas eleições, não há unidade dentro do PSDB para dizer que eles estão encampando a ideia certa.

Os tucanos tinham mais convicção da necessidade de novas eleições há duas semanas, quando a condição da presidente parecia incontornável. As notícias positivas para o governo da última semana, com o acordo fechado entre a presidente e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o adiamento do julgamento das pedaladas fiscais no Tribunal de Contas da União fizeram o clima pró-impeachment esfriar.

Embora enfraquecido, o impeachment segue na boca dos oposicionistas mais ferrenhos. Um deputado peemedebista relatou ao Brasil Post que em sua base eleitoral só de fala na saída de Dilma do comando do País.

“Me perguntam até quando ela fica. Ninguém aguenta mais. As coisas só mudam se ela sair e o povo tem que ir para a rua pedir para ela deixar o comando do País”, diz o deputado.

Líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO) é uma das principais vozes pelo impeachment. Na avaliação dele, a Agenda Brasil, apresentada por senadores e abraçada pela presidente, nada mais é que uma maneira de fazer com que as pessoas não saíam de casa neste domingo. Na opinião dele, os brasileiros não vão cair nessa e vão às ruas cobrar a fatura do "estelionato eleitoral".

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